sábado, 18 de julho de 2026
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Clube une torcida à Esportes da Sorte em ação de marketing, mas dependência das apostas preocupa diante de novas regras do governo

Corinthians lança campanha que une paixão a apostas em meio a cerco regulatório de R$ 1,6 bi

Clube une torcida à Esportes da Sorte em ação de marketing, mas dependência das apostas preocupa diante de novas regras do governo

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Contrato com Esportes da Sorte rende até R$ 200 milhões anuais ao Corinthians até 2029
  • 100% dos clubes da Série A têm patrocínio de bets, somando R$ 1,6 bilhão por ano
  • Projeto de Lei 1296/2025 pode restringir publicidade e derrubar receitas dos times
  • Governo federal ampliou fiscalização sobre apostas com novas resoluções em abril de 2026

O Corinthians estreou a campanha “Torça como um corinthiano” no clássico contra o São Paulo, em 10 de maio de 2026, associando diretamente o amor pelo clube à plataforma de apostas Esportes da Sorte. A ação, que busca engajar a torcida, ocorre em um momento delicado: o governo federal avança com um cerco regulatório que pode derrubar R$ 1,6 bilhão em patrocínios anuais do futebol brasileiro.

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A campanha é o desdobramento mais visível do contrato renovado em fevereiro de 2026, que injeta até R$ 200 milhões por ano nos cofres alvinegros — R$ 150 milhões fixos mais R$ 50 milhões atrelados a metas de vendas e engajamento. O vínculo com a Esportes da Sorte se estende até 2029 e é um dos maiores patrocínios da história do clube.

Mas o movimento não é isolado. Todos os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro têm patrocínio de casas de apostas em 2026, segundo levantamento do UOL. Juntos, esses acordos movimentam cerca de R$ 1,6 bilhão ao ano, uma dependência que agora está sob ameaça.

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A simbiose entre paixão e aposta

A campanha “Torça como um corinthiano” foi desenhada para transformar o engajamento da torcida em receita. A Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube, busca consolidar sua marca em meio à nova regulamentação do setor. O Corinthians, por sua vez, aposta na fidelidade de milhões de torcedores para turbinar os ganhos.

O contrato, divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, prevê que parte da remuneração depende do desempenho da plataforma. Quanto mais torcedores acessarem e apostarem, maior a receita do clube. A lógica é clara: a paixão corinthiana se torna ativo financeiro.

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“A regulamentação trará controle e segurança para o setor, mas é preciso cuidado para não sufocar a indústria”, declarou a Associação Nacional dos Jogos e Loterias (ANJL), em nota. A entidade defende o modelo, mas os críticos apontam que o futebol se tornou refém de uma atividade que explora justamente a emoção do torcedor.

Clubes reféns: o risco ético e financeiro

A injeção de recursos das bets nos clubes brasileiros é massiva. O Corinthians, com os R$ 200 milhões anuais da Esportes da Sorte, exemplifica uma realidade que se repete em diferentes escalas. O Flamengo, por exemplo, recebe valores semelhantes de outra casa de apostas, conforme dados da Máquina do Esporte.

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Mas a dependência acende alertas. Uma investigação do Esquerda.net apontou a influência das casas de apostas no futebol e os riscos de vício e falta de transparência. A campanha corinthiana, que associa o amor pelo time a apostas, escancara essa contradição.

O cerco regulatório, no entanto, pode mudar as regras do jogo. O Projeto de Lei 1296/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe restringir a publicidade de bets. Segundo o jornal A Tarde, a medida causaria um prejuízo estimado em R$ 1,6 bilhão aos clubes brasileiros.

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O cerco federal que ameaça o modelo

O governo federal publicou, em abril de 2026, novas resoluções que ampliam a fiscalização sobre as apostas esportivas. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda coordena a regulamentação do setor, que movimenta bilhões e atinge diretamente o futebol.

A Agência Brasil divulgou que as novas regras incluem monitoramento em tempo real das operações e restrições à publicidade. O PL 1296/2025 pode endurecer ainda mais o cenário, proibindo a veiculação de marcas de apostas em uniformes e estádios.

“Precisamos proteger o torcedor e a integridade do esporte, mas sem inviabilizar financeiramente os clubes”, afirmou o relator do projeto na Câmara, em sessão recente. A fala reflete o impasse entre a necessidade de controle e o risco de desmonte de um modelo que hoje sustenta as finanças da elite do futebol nacional.

Perguntas frequentes

Quanto o Corinthians recebe da Esportes da Sorte?

O contrato renovado em fevereiro de 2026 prevê R$ 150 milhões fixos por ano, podendo chegar a R$ 200 milhões com metas de engajamento da torcida, até 2029.

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Todos os clubes da Série A têm patrocínio de bets?

Sim. Um levantamento do UOL mostra que, em 2026, 100% dos clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro possuem patrocínio de casas de apostas, movimentando cerca de R$ 1,6 bilhão anuais.

O que o Projeto de Lei 1296/2025 propõe?

O PL, em tramitação na Câmara dos Deputados, pode restringir a publicidade de casas de apostas, proibindo a veiculação de marcas em uniformes e estádios, o que ameaça a receita dos clubes.

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