quarta-feira, junho 3
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Economia

Cuidador se passava por delegada e desviou R$ 25 mil de idosos na Grande BH

Polícia Civil investiga esquema que explorava desespero de parentes com pedidos de Pix e empréstimos consignados sem autorização.

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Cuidador usava listas de pacientes para cobrar falsas cirurgias por WhatsApp.
  • Prejuízo em um dos casos chega a R$ 25 mil; esquema pode ter rombo maior.
  • Suspeito se passava por delegada usando foto da internet para intimidar vítimas.
  • Polícia investiga participação de outras pessoas na organização criminosa.

Um cuidador de idosos de 47 anos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais por um esquema de golpes que combinava falsas cirurgias, empréstimos consignados e até a usurpação da identidade de uma delegada. O prejuízo em apenas um dos casos chega a R$ 25 mil, mas as investigações apontam que o rombo pode ser muito maior.

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Conforme a corporação, o investigado se infiltrava na rotina de famílias em situação de vulnerabilidade, aproveitando-se do acesso irrestrito a documentos e dados biométricos de idosos sob seus cuidados. Com essas informações, abria contas fraudulentas e contratava créditos sem autorização das vítimas.

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O golpe mais cruel, no entanto, mirava parentes de pacientes que aguardavam cirurgias na Grande Belo Horizonte. De posse de listas de procedimentos marcados, o suspeito enviava mensagens por WhatsApp se passando por representante do hospital e cobrava pagamentos via Pix para “liberar” as operações.

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Mensagens de WhatsApp que cobravam cirurgias falsas

A Polícia Civil de Minas Gerais descobriu que o homem acessava listas de pacientes com cirurgias marcadas em unidades de saúde da região metropolitana. Em seguida, disparava mensagens a familiares com dados bancários para transferência imediata, explorando o desespero de quem acreditava que um parente corria risco de morte.

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“Hospitais e órgãos públicos não usam o WhatsApp para cobrar pagamentos urgentes ou pedir Pix”, alertou o delegado Alex Dalton, responsável pelo caso. A declaração evidencia a frieza da abordagem, que simulava urgência para anular a capacidade crítica das vítimas.

Para dar mais credibilidade à farsa, o suspeito chegou a se passar por delegada da Polícia Civil, usando uma foto retirada da internet para intimidar quem questionasse a cobrança. A investigação aponta indícios de participação de outras pessoas, sugerindo uma organização criminosa especializada em estelionato qualificado e falsidade ideológica.

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Prejuízo milionário e a dimensão nacional do esquema

O prejuízo financeiro em um dos casos apurados chegou a R$ 25 mil, mas a Polícia Civil estima que o valor total seja substancialmente maior, considerando os empréstimos consignados e as contas fraudulentas abertas em nome das vítimas. O delegado Alex Dalton reforçou que a fraude se aproveitava da confiança depositada no falso cuidador.

Dados de monitoramento federal indicam que idosos são as maiores vítimas financeiras desse tipo de crime, com perda média de R$ 4.200 por golpe, apesar de serem minoria no uso do Pix. O golpe do falso médico, especificamente, já foi registrado em pelo menos sete estados, com prejuízo milionário, segundo informações da CBN.

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A capilaridade nacional do esquema preocupa as autoridades. O suspeito preso em Minas Gerais pode ser apenas uma engrenagem de uma rede que explora a vulnerabilidade de famílias em momento de desespero. A PCMG apura se há conexão com casos semelhantes em outras regiões do país.

Como se proteger: sinais de alerta e canais de denúncia

A principal orientação da Polícia Civil de Minas Gerais é desconfiar de qualquer pedido de pagamento por aplicativos de mensagem. “Hospitais e órgãos públicos não usam o WhatsApp para cobrar pagamentos urgentes ou pedir Pix”, reiterou o delegado Alex Dalton. Nenhum procedimento médico legítimo é condicionado a transferências instantâneas feitas por familiares aflitos.

Para quem tem idosos sob cuidados de terceiros, a PCMG recomenda o monitoramento frequente de extratos bancários e contratos de empréstimo consignado. No caso investigado, o suspeito utilizava documentos e biometria das vítimas para abrir créditos sem autorização. A verificação periódica desses registros pode identificar débitos indevidos antes que o prejuízo se agrave.

Denúncias de crimes contra idosos podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100, canal nacional de direitos humanos. Também é possível procurar diretamente uma delegacia especializada da Polícia Civil em Minas Gerais, que mantém unidades de atendimento a grupos vulneráveis em várias regiões do estado.


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