sábado, 18 de julho de 2026
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Perícia constatou irregularidade no registrador de velocidade de carreta envolvida em colisão que vitimou caminhoneiro em Ponta Grossa; Polícia Civil investiga negligência da empresa

Cronotacógrafo vencido em acidente fatal na BR-376 expõe falha na fiscalização

Perícia constatou irregularidade no registrador de velocidade de carreta envolvida em colisão que vitimou caminhoneiro em Ponta Grossa; Polícia Civil investiga negligência da empresa

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Cronotacógrafo da carreta estava com aferição vencida, constataram PRF e Polícia Científica.
  • Vítima de 24 anos conduzia Iveco Daily e morreu no local; motorista da Scania sobreviveu e não bebeu.
  • BR-376 é rota de alto risco para transporte de cargas, com tráfego intenso de bebidas e acidentes noturnos.
  • Polícia Civil investiga histórico de negligência da empresa proprietária da carreta.

Um caminhoneiro de 24 anos morreu na madrugada de terça-feira (5) após a colisão entre dois caminhões de bebidas na BR-376, em Ponta Grossa (PR). A batida envolveu uma carreta Scania R114 e um Iveco Daily, conduzido pela vítima, natural de Itajaí (SC). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Científica constataram que o cronotacógrafo da carreta — equipamento obrigatório que registra velocidade e tempo de direção — estava com aferição vencida.

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O acidente ocorreu por volta das 3h30 no km 497 da rodovia, sentido Curitiba, trecho de tráfego intenso de veículos pesados nos Campos Gerais. Ambos os veículos transportavam carregamentos de bebidas no momento do choque. O motorista da carreta Scania sobreviveu e realizou o teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo para álcool, conforme informou a PRF.

A irregularidade no cronotacógrafo impede, a princípio, verificar se houve excesso de velocidade ou jornada excessiva do condutor sobrevivente. O equipamento foi recolhido para análise detalhada pela Polícia Científica. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa para necropsia.

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Cronotacógrafo vencido e a segurança nas estradas

O cronotacógrafo é item de segurança obrigatório para veículos de carga, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Sua aferição deve ser renovada periodicamente em laboratórios credenciados; o uso com aferição vencida configura infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A constatação da PRF e da Polícia Científica expõe uma lacuna crítica na fiscalização preventiva do transporte rodoviário. “A falha na manutenção do cronotacógrafo impede o controle efetivo da jornada e da velocidade, e isso coloca em risco a vida de todos que trafegam nas rodovias”, afirma nota técnica da PRF. A infração indica negligência, mas não esclarece a dinâmica do acidente — a perícia ainda analisa o aparelho para determinar se houve excessos.

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A BR-376, onde ocorreu a colisão, é um corredor logístico vital para o escoamento de bebidas e outros produtos. No entanto, registra índices significativos de acidentes, agravados pela fadiga em horários noturnos, segundo dados oficiais. A concessionária Via Araucária, responsável pelo trecho, não se manifestou sobre as condições de sinalização e iluminação no momento do acidente, fatores que podem influenciar a segurança em colisões noturnas.

Investigação apura negligência da transportadora

A Polícia Civil do Paraná investiga se a empresa proprietária da carreta Scania R114 tem histórico de negligência com a manutenção de seus veículos. O cronotacógrafo vencido é um indício de que o controle da jornada e da velocidade pode ter sido burlado, mas o laudo final da perícia ainda é aguardado.

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Especialistas em segurança viária alertam que a fiscalização eletrônica nas estradas ainda é insuficiente para coibir a prática. A PRF não detalhou se a carreta havia sido parada em blitze recentes. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das transportadoras na prevenção de acidentes, para além da conduta individual dos motoristas.

A ausência de pronunciamento da Via Araucária deixa lacunas sobre a manutenção da rodovia. Enquanto isso, a PRF reforça que o motorista sobrevivente estava sóbrio. A investigação agora busca esclarecer se a empresa falhou em garantir a segurança do veículo, o que pode configurar crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor.

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