O Ibovespa abriu em alta de 1,28% nesta quinta-feira (30), aos 187.114 pontos, impulsionado pelas ações da Vale (VALE3), que subiram mais de 3% com o minério de ferro na China. O movimento ocorre na esteira da ‘superquarta’, quando o Federal Reserve (Fed) cortou juros em 0,25 ponto e o Copom manteve a Selic em 14,25% ao ano. Mas a recuperação é frágil: desde o pico de 200 mil pontos em meados de abril, o índice acumula perda de 7%.
O dólar à vista recuou 0,29%, cotado a R$ 4,98, refletindo alívio após a decisão do Banco Central. Apesar do corte do Fed, a saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira se acentuou. Na segunda-feira (27), os estrangeiros retiraram R$ 635 milhões da B3 em um único dia, conforme dados do mercado. No ano, porém, o saldo ainda é positivo em R$ 53,8 bilhões, segundo a Quantum Finance.
A Vale, que responde por cerca de 10% do Ibovespa, disparou no pregão, ajudando a sustentar o índice. Mas o cenário de curto prazo segue incerto, com aversão ao risco global e cautela dos investidores diante da política monetária doméstica.
Recuperação frágil: Ibovespa perde 7% desde pico de 200 mil pontos
A euforia da ‘superquarta’ durou pouco. Apesar de o Fed ter cortado juros e o Copom mantido a Selic, o Ibovespa acumula queda de 7% desde o pico de 200 mil pontos. O principal peso vem de fora: a guerra entre Estados Unidos e Irã fez o petróleo Brent disparar para US$ 126, maior nível desde 2022, segundo a Agência Internacional de Energia. A tensão geopolítica elevou a aversão a risco global, pressionando ativos brasileiros.
Dados da B3 mostram que investidores estrangeiros retiraram R$ 635 milhões da bolsa em um único dia, no início da semana. O fluxo negativo se acentuou mesmo com o corte da Selic, que em tese tornaria a renda fixa brasileira menos atrativa. Na prática, o medo de uma escalada militar no Oriente Médio falou mais alto.
“A guerra comercial e geopolítica gera incertezas que afetam todos os emergentes”, disse Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original, em relatório. O dólar, que chegou a cair para R$ 4,99, voltou a subir, refletindo a busca por proteção.
Saída de estrangeiros acentua fragilidade da alta
A recuperação do Ibovespa na ‘superquarta’ carrega sinais de fragilidade. Dados da B3 mostram que, na segunda-feira anterior ao corte do Fed, investidores estrangeiros retiraram R$ 635 milhões da bolsa em um único dia. O movimento recente contrasta com o saldo positivo do ano, que soma R$ 53,8 bilhões em aportes, segundo a Quantum Finance.
A alta do índice, puxada por Vale, pode ser pontual. Desde o pico de 200 mil pontos, o Ibovespa acumula queda de 7%, e o fluxo estrangeiro, antes vigoroso, perdeu força nas últimas semanas. Sem uma entrada consistente de capital externo, a sustentação do rali fica comprometida.
O economista-chefe de uma corretora, em análise ao Valor Econômico, afirmou que “o investidor estrangeiro está cauteloso com o cenário fiscal e aguarda sinais mais claros de ajuste nas contas públicas”. A saída recente reforça a percepção de que o movimento de alta pode ser insuficiente para reverter a tendência de curto prazo.










