O falecimento de Silvio Santos, um dos maiores ícones da televisão brasileira, foi marcado por uma série de controvérsias em relação à cobertura realizada pelo SBT, emissora fundada e comandada por ele por décadas. Enquanto Globo, Record e Band interromperam suas programações para noticiar o falecimento do apresentador, o SBT seguiu transmitindo desenhos animados, causando surpresa e indignação entre os telespectadores e internautas.
A demora na resposta do SBT gerou uma onda de críticas nas redes sociais, onde vários perfis compartilharam capturas de tela comparando a cobertura da Globo, que já havia colocado repórteres ao vivo, com a programação do SBT, que continuava inalterada. Esse contraste rapidamente ganhou força, levando internautas a expressarem “horror” e indignação pelo silêncio da emissora.
Diante da crescente pressão nas redes sociais, o SBT decidiu colocar uma repórter no ar para justificar a demora na cobertura da morte de Silvio Santos. Simone Queiroz, jornalista do canal, apareceu abatida para explicar que a emissora estava se preparando para entrar ao vivo e comunicar oficialmente a partida de seu fundador. Aos poucos, as âncoras Michele Barros e Márcia Dantas chegaram e foram assumindo o plantão e Simone saiu.
Em nota oficial, o SBT afirmou que Silvio Santos havia expressado o desejo de um sepultamento judaico, sem velório público. O corpo de Silvio já foi levado diretamente do hospital para um local não divulgado.
Apesar das controvérsias, a morte de Silvio Santos foi sentida em todo o Brasil, com uma avalanche de homenagens vindas de colegas de profissão, artistas, políticos e fãs. O apresentador, que começou sua carreira como camelô antes de se tornar um dos maiores empresários do país, deixa um legado que transcende a televisão e marca a cultura popular brasileira.















