sábado, 25 de julho de 2026
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Política

Moraes revoga cautelares de ex-prefeito preso em operação da PF

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Canella deixa de usar tornozeleira eletrônica após decisão do ministro do STF.
  • A investigação sobre lavagem de dinheiro no setor de combustíveis continua em curso.
  • A PF prendeu o ex-prefeito em flagrante em julho, na Operação Unha e Carne.
  • O Coaf apontou R$ 7,6 bilhões em movimentações suspeitas ligadas ao caso.

Alexandre de Moraes revogou na quinta-feira (23) as medidas cautelares impostas a Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo preso pela Polícia Federal em 7 de julho.

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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal altera restrições processuais aplicadas ao investigado, mas não equivale a absolvição nem a arquivamento da apuração. Canella é investigado em caso sobre lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro.

A revogação das cautelares foi registrada por Terra, Poder360 e Metrópoles. O ponto central informado é a retirada de todas as cautelares contra o ex-prefeito, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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O alcance prático da decisão ainda depende da publicação oficial do teor completo do despacho no Supremo Tribunal Federal. Até aqui, o dado confirmado é a revogação das medidas cautelares; a investigação sobre lavagem de dinheiro permanece em curso.

Operação Unha e Carne e cifra investigada

Márcio Canella foi preso em flagrante em 7 de julho de 2026, durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação mira lavagem de dinheiro relacionada ao setor de combustíveis no Rio de Janeiro.

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O dado financeiro associado ao caso é de R$ 7,6 bilhões em movimentação suspeita apontada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Esse é o número de referência da apuração, sem que isso represente condenação ou conclusão sobre responsabilidade individual.

A sequência processual tem dois marcos documentados: a prisão em flagrante em 7 de julho de 2026 e a decisão de Alexandre de Moraes em 23 de julho de 2026. O intervalo entre os atos foi de 16 dias.

O caso também se insere na atuação recente de Moraes em decisões monocráticas no Supremo. Em 6 de junho de 2026, o PIRANOT mostrou que Moraes deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República opinar sobre a pena de Mauro Cid, outro episódio de controle judicial sobre medidas processuais.

Recurso e situação processual

O próximo ponto institucional é saber se haverá recurso da Procuradoria-Geral da República contra a decisão de Moraes. Não há, nas informações disponíveis, registro de recurso apresentado até o fechamento.

Também não foi divulgado o teor integral da fundamentação usada pelo ministro para revogar as cautelares. Sem esse documento, não é possível afirmar quais argumentos pesaram na decisão nem se houve imposição de outras condições processuais.

A defesa de Márcio Canella não teve posicionamento registrado nas informações disponíveis até o fechamento. A ausência de manifestação pública não altera o status do caso: o ex-prefeito segue tratado como investigado, e a revogação das cautelares não encerra a apuração.


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