A Embraer informou em 24 de julho de 2026 que a carteira de aviação comercial cresceu 1% no segundo trimestre, para US$ 15,1 bilhões, enquanto o backlog total atingiu o recorde de US$ 34,5 bilhões.
O dado mostra o volume de pedidos a executar pela fabricante, mas não equivale à receita líquida realizada no trimestre. A composição desse estoque de contratos permite comparar o ritmo de crescimento da aviação comercial com o de defesa e serviços.
A Embraer divulgou os resultados operacionais consolidados do segundo trimestre de 2026. A companhia entregou 65 aeronaves entre abril e junho.
O contraponto está no ritmo por segmento: a aviação comercial avançou 1%, enquanto defesa cresceu 39% e serviços subiram 8% no trimestre.
Aviação comercial cresce menos que defesa e serviços
A carteira total da Embraer chegou a US$ 34,5 bilhões no fim de junho de 2026. Desse total, a aviação comercial somou US$ 15,1 bilhões, defesa ficou em US$ 6,1 bilhões e serviços alcançaram US$ 5,5 bilhões.
A sequência vem após acordos comerciais anunciados na terça-feira (21) no Farnborough Airshow, incluindo jatos E195-E2 para o Grupo Abra. Em 21 de julho de 2026, o PIRANOT publicou que a Abra, dona da Gol, encomendou até 45 jatos Embraer E2.
A marca de US$ 34,5 bilhões representa o sétimo recorde consecutivo da carteira de pedidos. Em junho de 2026, o PIRANOT mostrou a aposta da Embraer na Índia para ampliar sua presença no exterior.
Carteira sinaliza demanda, mas não vira caixa imediato
Para investidores, o backlog funciona como indicador de demanda futura e de ocupação industrial, mas depende de execução, entregas e eventuais ajustes contratuais. Os US$ 34,5 bilhões, portanto, não correspondem ao faturamento do segundo trimestre.
O avanço de 1% na aviação comercial é menor que o dos demais segmentos, mas ocorre sobre uma base de US$ 15,1 bilhões. A defesa, com alta trimestral de 39%, chegou a US$ 6,1 bilhões; serviços, com alta de 8%, atingiram US$ 5,5 bilhões.
Analistas do Citi e do Santander avaliaram que o pedido de 28 novos aviões anunciado na feira inglesa acrescenta 8% à carteira em relação ao primeiro trimestre de 2026. A Embraer tem papel estratégico nas exportações brasileiras.
O efeito prático para o mercado está na escala: a fabricante encerrou junho com US$ 34,5 bilhões contratados para execução futura e 65 aeronaves entregues no trimestre.
Resultados financeiros indicarão conversão dos pedidos
A companhia não informou a divisão exata entre pedidos firmes e opções, distinção que influencia o potencial de conversão do backlog em entregas e receita.
Os próximos dados relevantes serão os resultados financeiros e os detalhamentos operacionais divulgados pela Embraer. Até lá, os indicadores confirmados são a carteira de US$ 34,5 bilhões ao fim de junho e as 65 aeronaves entregues no segundo trimestre.












