segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Economia

Gerdau assume 100% de hidrelétrica no RS após Cade aprovar compra da Copel

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Gerdau já detinha 53,94% da usina e adquiriu a fatia da Celesc em junho, também por R$ 150 milhões.
  • A hidrelétrica, no Rio Grande do Sul, tem capacidade de 125 MW e garantia física de 72,5 MW médios.
  • A aquisição integra estratégia de autoprodução para reduzir a exposição da siderúrgica ao mercado livre de energia.
  • O Cade aprovou a operação sem restrições por não identificar concentração de mercado.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições, nesta segunda-feira (20), a compra da participação de 23,03% da Copel na Dona Francisca Energética (Dfesa) pela Gerdau. Com o aval concorrencial, a siderúrgica passa a controlar 100% da usina hidrelétrica Dona Francisca, no Rio Grande do Sul.

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A transação foi fechada por R$ 150 milhões e consolida um movimento iniciado em junho, quando a Gerdau já havia adquirido uma fatia equivalente da Celesc no mesmo ativo, operação também aprovada pelo Cade. Antes dessas compras, a empresa detinha 53,94% da Dfesa.

A Superintendência-Geral do Cade entendeu que a operação não cria concentração de mercado capaz de exigir restrições. Na prática, a decisão libera a Gerdau para avançar na integração do ativo à sua estratégia de autoprodução de energia, uma frente relevante para grupos industriais de alto consumo elétrico.

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Energia própria para reduzir exposição ao mercado

A Dona Francisca tem capacidade instalada de 125 megawatts (MW) e garantia física de 72,5 MW médios. Com o controle integral, a Gerdau passa a assegurar para autoconsumo a energia associada ao empreendimento, reduzindo a dependência de compras no mercado livre e a exposição a oscilações de preço.

Para uma siderúrgica, energia é insumo estratégico. A compra da fatia da Copel reforça a busca por previsibilidade de custos em um setor no qual margens industriais dependem de escala, regularidade de suprimento e competitividade frente a produtores globais.

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A saída da Copel da Dfesa também se soma a outras movimentações recentes da companhia. Em junho, a empresa vendeu 724 veículos e contratos de frota para a Movida por R$ 100 milhões. No mesmo mês, a Aneel aprovou reajuste médio de 20,51% nas tarifas da distribuidora.

Decisão não impõe condições

Ao aprovar a aquisição sem restrições, o Cade indica que não vê risco concorrencial relevante na transferência da participação da Copel para a Gerdau. O ponto central da operação está menos na disputa por geração no mercado e mais no uso da energia pela própria compradora.

Com o aval antitruste, a Gerdau fica em posição de concluir a consolidação societária da Dona Francisca Energética e incorporar a totalidade da usina à sua política de suprimento. O efeito imediato é ampliar a parcela de energia própria disponível para as operações industriais da companhia.


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