O Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa presidencial para medir se a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos e a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro alteram a corrida de 2026. A divulgação está prevista para 24 de julho.
O questionário inclui cenários de intenção de voto para presidente, avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e perguntas sobre o impacto político do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A pesquisa também testa a repercussão da carta divulgada por Bolsonaro, tema que ganhou peso no debate da direita em meio ao novo quadro jurídico do ex-presidente.
Crise externa entra na disputa presidencial
A nova rodada chega em um momento em que a eleição de 2026 começa a ser atravessada por temas que vão além da disputa tradicional entre governo e oposição. De um lado, o tarifaço de Trump pressiona a relação comercial entre os dois países e alimenta o debate econômico. De outro, a prisão domiciliar de Bolsonaro reorganiza o campo da direita e influencia a escolha de nomes para enfrentar Lula.
O Datafolha está entre os institutos de maior peso no país, e suas pesquisas costumam pautar partidos, campanhas e o debate político nacional. Por isso, a rodada de 24 de julho será observada como uma fotografia inicial do efeito eleitoral de dois eventos recentes: a crise tarifária com os Estados Unidos e a situação de Bolsonaro.
O que muda com a divulgação
A eleição presidencial está marcada para 4 de outubro de 2026. Até lá, pesquisas como a do Datafolha ajudam a indicar se Lula mantém vantagem, se a direita consegue transferir força eleitoral sem Bolsonaro na urna e se a crise comercial passa a pesar na avaliação do governo.
Os resultados serão divulgados em 24 de julho. A partir deles, governo e oposição terão uma medida mais clara do impacto político do tarifaço e da prisão domiciliar de Bolsonaro na largada da disputa presidencial.










