quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Economia

Banco do Canadá mantém juros em 2,25% e alerta para riscos de guerra e tarifas dos EUA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A inflação de 3,2% em maio foi a maior em 29 meses, puxada pela alta da gasolina.
  • O BoC retirou do comunicado a menção explícita à possibilidade de novos cortes de juros.
  • O banco projeta expansão de 0,7% do PIB em 2026 e aceleração para 1,8% nos dois anos seguintes.
  • O presidente do BoC afirmou que a economia canadense cresce apesar das incertezas geopolíticas.

O Banco do Canadá manteve a taxa básica de juros em 2,25% ao ano nesta quarta-feira (15), em decisão que reflete o esforço da autoridade monetária para conter a inflação ainda acima da meta, ao mesmo tempo em que a economia dá sinais de recuperação. A taxa bancária foi mantida em 2,5% e a de depósito, em 2,2%.

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A decisão, anunciada em comunicado oficial, mantém o patamar vigente desde outubro de 2025. O banco central canadense (BoC) afirmou que o nível atual da política monetária continua adequado para sustentar a recuperação e levar a inflação de volta à meta de 2%.

Apesar da melhora no ritmo de crescimento, o BoC alertou para riscos relevantes relacionados à guerra no Oriente Médio e à política comercial dos Estados Unidos. A instituição retirou do comunicado a referência explícita à possibilidade de novos cortes de juros, sinalizando maior cautela diante das incertezas externas.

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Inflação ainda pressiona, mas projeções indicam alívio gradual

Em maio, a inflação anual do Canadá atingiu 3,2%, o maior nível em 29 meses, impulsionada pela alta da gasolina, como mostrou o PIRANOT. O índice permanece bem acima da meta de 2% perseguida pelo BoC, mas a autoridade projeta desaceleração gradual nos próximos meses.

As projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgadas pelo banco apontam expansão de 0,7% em 2026, seguida por 1,8% em 2027 e 1,8% em 2028. O BoC avalia que a economia ganhou ritmo, com a demanda interna se recuperando, embora o ambiente externo ainda imponha cautela.

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O comunicado afirmou que a inflação deve recuar à medida que os efeitos dos choques de energia e dos gargalos de oferta se dissipam, mas não estabeleceu prazo para o retorno à meta. A taxa de juros permanece em 2,25% desde outubro de 2025, quando o banco interrompeu o ciclo de ajustes iniciado para conter a escalada de preços.

Cenário externo turva os próximos passos

A guerra no Oriente Médio e as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos são os principais fatores de risco citados pelo BoC. A autoridade não detalhou, porém, o impacto setorial específico sobre a indústria de manufatura canadense — lacuna que deixa em aberto a dimensão do choque para as exportações do país.

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O banco central também não forneceu indicações sobre a trajetória futura dos juros, limitando-se a afirmar que acompanhará os dados de atividade e inflação. A próxima reunião de política monetária está prevista para setembro, e analistas avaliam que a decisão dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio e dos próximos passos do Federal Reserve nos Estados Unidos.

A manutenção da taxa canadense ocorre em um momento em que outros bancos centrais de economias desenvolvidas também adotam postura de espera. O Banco Central Europeu cortou juros em 25 pontos-base em janeiro de 2025, enquanto o Banco do México manteve a taxa em 6,50% em junho, conforme reportado pelo PIRANOT.

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