O Datafolha iniciou, na segunda-feira (6), nova rodada de pesquisa eleitoral para o governo de São Paulo, medindo a disputa entre o governador Tarcísio de Freitas e o ministro da Fazenda Fernando Haddad — os mesmos adversários do segundo turno de 2022, quando Tarcísio venceu e assumiu o comando do maior estado do país.
A pesquisa, realizada pelo instituto vinculado à Folha de S.Paulo, cobre as intenções de voto para o governo estadual e, na mesma rodada, para o Senado de São Paulo — dois cargos em disputa nas eleições de outubro de 2026. A legislação eleitoral exige que todos os levantamentos sejam registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de qualquer divulgação pública, com informações obrigatórias sobre metodologia, contratante, tamanho de amostra, margem de erro e período de campo.
O novo levantamento chega duas semanas após o PIRANOT acompanhar o avanço de Tarcísio nas sondagens: em pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em 5 de julho, o governador paulista registrava 16 pontos percentuais de vantagem sobre Haddad na disputa pelo governo do estado. A nova rodada testa se essa margem se sustenta, amplia ou se estreita em um ano eleitoral que já movimenta os dois candidatos.
De volta ao segundo turno: Tarcísio e Haddad disputam São Paulo de novo
A rivalidade entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad tem raízes na eleição de 2022, quando Tarcísio derrotou Haddad no segundo turno e assumiu o governo de São Paulo em janeiro de 2023. Para Haddad, a derrota no estado mais populoso do Brasil precedeu sua nomeação ao Ministério da Fazenda, cargo que ocupa desde o início do governo Lula.
São Paulo concentra o maior colégio eleitoral do Brasil. Para qualquer candidatura presidencial, o desempenho no estado funciona como teste de viabilidade nacional — tanto para medir força própria quanto para avaliar a do adversário. A série de pesquisas do Datafolha para o governo paulista cumpre, nesse contexto, o papel de termômetro antecipado da disputa de 2026: Tarcísio é apontado como o principal nome da oposição para a presidência; Haddad, como o candidato do PT no estado.
Como o PIRANOT cobriu em 1 de julho, o Datafolha já havia posicionado o duelo Tarcísio-Haddad como o eixo central da disputa pelo governo paulista desde o início do segundo semestre. A nova pesquisa aprofunda essa série de medições em um momento em que o calendário eleitoral começa a pressionar o campo político por definições de candidatura.
O que cada candidatura representa para o cenário nacional de 2026
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo desde janeiro de 2023, é o nome mais consistentemente citado como candidato presidencial da oposição em 2026. O resultado das pesquisas para o governo paulista serve de parâmetro para medir sua força eleitoral além das fronteiras do estado — e, por extensão, para balizar as movimentações estratégicas do campo político nacional em relação a uma candidatura presidencial que ainda não foi formalmente declarada.
Fernando Haddad, à frente do Ministério da Fazenda em Brasília, mantém presença ativa no mapa eleitoral paulista. A pesquisa do Datafolha para o governo de SP coloca o ministro como principal adversário de Tarcísio no estado — e o resultado influencia o peso que o PT atribuirá ao cenário paulista na composição de sua estratégia para 2026, tanto para o governo estadual quanto para a disputa presidencial.
Percentuais completos e registro no TSE aguardam publicação oficial
Os dados percentuais da nova rodada — com recortes por região, faixa de renda e comparação com as pesquisas anteriores — dependem de publicação pelos canais oficiais do Datafolha e da Folha de S.Paulo, acompanhados do número de registro no TSE. A ausência das informações metodológicas obrigatórias na divulgação pode resultar em multa tanto para o instituto quanto para os veículos que publicarem o levantamento.
A pesquisa para o Senado de São Paulo, realizada na mesma rodada, completa o quadro eleitoral paulista de outubro de 2026. A publicação dos resultados para os dois cargos — governo estadual e Senado —, com o respectivo registro no TSE, definirá o cenário completo que servirá de base para as movimentações políticas no estado no segundo semestre.










