quinta-feira, junho 25
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Economia

Dólar recua a R$ 5,18, mas inflação de 5,2% limita alívio para juros no Brasil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Inflação americana em linha com previsões alivia pressão sobre moedas emergentes
  • Banco Central projeta IPCA de 5,2% e PIB de 2,0% em 2026
  • Queda interrompe sequência de dois pregões de alta da moeda americana
  • Selic em 14,25% mantém crédito caro para famílias, empresas e governo

O dólar recuou para R$ 5,1782 nesta quinta-feira (25), encerrando dois pregões de alta, após a inflação nos Estados Unidos vir em linha com as expectativas e aliviar a pressão sobre moedas emergentes.

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O movimento cambial, porém, convive com um cenário doméstico mais duro. No mesmo dia, o Banco Central revisou para cima as projeções de inflação e crescimento para 2026: o índice de preços passou a 5,2% e o Produto Interno Bruto (PIB), a 2,0%, segundo o Relatório de Política Monetária.

Dólar interrompe sequência de alta

A cotação de R$ 5,1782 põe fim a uma valorização que havia levado a moeda americana a R$ 5,22, nível não visto desde o fim de março. O dado externo que aliviou o câmbio foi a inflação americana dentro do esperado — cenário que reduz a percepção de que o Federal Reserve precisará manter juros altos por mais tempo e enfraquece o dólar no mundo todo.

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No Brasil, o IPCA-15 desacelerou a 0,41% em junho, mas a inflação em 12 meses segue em 4,80%, acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central. O indicador teve impacto secundário sobre o câmbio, que reagiu principalmente ao cenário externo.

BC vê inflação como choque de oferta e mantém corte em aberto

A revisão da projeção de inflação para 5,2% confirma a deterioração das expectativas que já apertava a margem do Comitê de Política Monetária (Copom). Um diretor do Banco Central avaliou a pressão sobre os preços como decorrente de choque de oferta e deixou em aberto a possibilidade de um novo corte da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.

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A leitura é ambígua: a inflação acima da meta limita o espaço para cortes rápidos, mas a caracterização como choque de custo abre margem para flexibilização gradual. A revisão do PIB para 2,0% indica atividade mais resistente, o que sustenta emprego e renda, mas também complica o controle dos preços.

Câmbio menor alivia, mas juros seguem pesados

Para consumidores e empresas, o dólar a R$ 5,1782 reduz parte da pressão sobre produtos importados, insumos dolarizados e custos de cadeias ligadas a commodities. O efeito, porém, não se reflete automaticamente nos preços finais.

O orçamento das famílias permanece mais sensível à inflação projetada em 5,2% e à Selic de 14,25%. Juros nesse patamar encarecem crédito, financiamento, capital de giro e renegociação de dívidas, mesmo quando o câmbio recua em um único pregão.

Copom pesa dados antes da reunião de agosto

A próxima reunião do Copom, em agosto, será o termômetro do mercado. A nova projeção de inflação em 5,2% afeta diretamente a discussão sobre o ritmo dos juros. Até lá, câmbio, inflação corrente e expectativas devem continuar moldando o tom do debate entre manutenção e eventual corte da Selic.


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