Lamine Yamal reduziu a expectativa para o segundo jogo da Espanha na Copa do Mundo de 2026. Ainda em processo de retomada física após uma lesão muscular na coxa, o atacante descartou atuar os 90 minutos contra a Arábia Saudita e indicou que a comissão técnica deve manter um controle rígido sobre sua carga em campo.
“Não é o momento de jogar uma partida inteira”, disse Yamal em entrevista à TVE. A tendência é que ele tenha uma participação mais curta, próxima de 45 minutos, se a avaliação física confirmar a evolução esperada até a partida.
A decisão não aponta para corte da Copa nem para uma nova lesão. O caso é de administração de ritmo. Yamal entrou por cerca de 20 minutos na estreia da Espanha contra Cabo Verde, em 15 de junho, e deixou a partida sem conseguir finalizar corretamente ao gol. Para um jogador que chega ao torneio como uma das principais atrações da seleção espanhola, a volta exige mais cálculo do que pressa.
Espanha controla minutos para evitar sobrecarga
Yamal sofreu a lesão muscular na coxa em abril, no fim da temporada europeia, e foi convocado com um plano de recuperação progressiva. A ideia da comissão de Luis de la Fuente é aumentar sua presença durante a fase de grupos sem submetê-lo imediatamente à intensidade de uma partida completa de Copa.
O cuidado tem peso esportivo evidente. A Espanha tenta preservar um atacante capaz de mudar o ritmo do jogo no um contra um, mas também precisa evitar que a ansiedade pelo retorno antecipe etapas da recuperação. A participação contra a Arábia Saudita, portanto, funciona como mais um degrau: Yamal pode ganhar minutos, mas ainda não será tratado como jogador liberado para carga máxima.
Plano agora é avançar jogo a jogo
Contra a Arábia Saudita, o cenário mais provável é uma utilização parcial, definida de acordo com a resposta física nos treinos e com a necessidade da Espanha durante a partida. A liberação para 90 minutos ainda depende da evolução do atacante ao longo da competição.
Por enquanto, a seleção espanhola trabalha com um retorno por etapas: Yamal já voltou a jogar, deve ampliar a carga no segundo compromisso e só será levado a uma partida inteira quando a comissão entender que o risco de sobrecarga ficou para trás.











