sexta-feira, junho 19
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Economia

Trump chama Lula de ‘muito volátil’ após encontro marcado por tarifas no G7

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Fala foi atribuída a entrevista ao site Axios, ainda sem íntegra disponível nos documentos consultados.
  • Veículos brasileiros repercutiram a declaração com foco no impacto para a relação Brasil-EUA.
  • Planalto e Itamaraty não registraram reação oficial confirmada até o momento.
  • Não há efeito concreto identificado em comércio, diplomacia ou agenda bilateral.
  • Episódio ocorre após reunião no G7 marcada por impasse sobre tarifas dos EUA.

Donald Trump chamou Luiz Inácio Lula da Silva de “muito volátil” e disse não pensar no presidente brasileiro em entrevista atribuída ao site americano Axios, divulgada nesta sexta-feira (19). A fala ocorre poucos dias depois de os dois líderes se encontrarem à margem do G7, em uma conversa marcada por tensão em torno de tarifas e comércio.

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Segundo informações divulgadas por veículos brasileiros, Trump afirmou ter visto um discurso de Lula antes de fazer a crítica. Em outro trecho atribuído à mesma entrevista, o presidente dos Estados Unidos disse que “não poderia se importar menos” com o brasileiro, formulação que elevou o tom político do episódio.

A declaração não veio acompanhada de anúncio oficial da Casa Branca contra o Brasil nem de medida econômica ou diplomática. Do lado brasileiro, Planalto e Itamaraty não anunciaram resposta formal nesta sexta-feira.

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Comentário aumenta ruído entre Brasil e Estados Unidos

O comentário de Trump ganha peso porque chega em meio a uma agenda bilateral sensível. Lula tem criticado o protecionismo comercial e defendeu, no G7, que disputas econômicas não fechem canais de diálogo. Já Trump vem tratando tarifas como instrumento central de pressão sobre parceiros e adversários.

No encontro recente entre os dois presidentes, as tarifas americanas apareceram como ponto de atrito. O tema interessa diretamente a setores brasileiros expostos ao mercado dos Estados Unidos, como indústria, agronegócio e cadeias exportadoras.

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A entrevista também foi relatada como uma conversa mais ampla sobre lideranças internacionais. Trump teria elogiado Xi Jinping, presidente da China, e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, enquanto reservou a Lula uma avaliação negativa.

Governo brasileiro evita transformar fala em crise

Por ora, o episódio fica no campo político e retórico. A ausência de uma resposta formal brasileira indica que o governo tenta não transformar a frase em crise diplomática, especialmente enquanto comércio e tarifas continuam no centro da relação com Washington.

A fala, porém, expõe a dificuldade de manter uma agenda pragmática entre dois presidentes com estilos e prioridades opostas. Lula busca preservar canais multilaterais e comerciais; Trump opera em tom de confronto e costuma personalizar disputas externas.

Na prática, a relação Brasil-EUA segue condicionada menos à frase em si e mais às decisões que vierem depois dela: tarifas, reuniões bilaterais e eventuais sinais oficiais de Washington ou Brasília sobre comércio e diplomacia.