O presidente do Automobile Club de l’Ouest, Pierre Fillon, manteve aberta a possibilidade de um carro movido a hidrogênio ocupar a Garage 56 nas 24 Horas de Le Mans antes de 2030.
A sinalização recoloca o hidrogênio no centro da discussão técnica do endurance, mas ainda não muda o quadro esportivo da prova. Não há, por ora, inscrição anunciada para a vaga experimental, nem definição pública de fabricante, parceiro tecnológico ou temporada de estreia.
A Garage 56 é o espaço reservado pelo ACO a projetos fora do regulamento tradicional das classes principais. A ideia é permitir que Le Mans receba carros-laboratório, com soluções que ainda não cabem no desenho competitivo regular do Mundial de Endurance.
Hidrogênio mira vitrine técnica em Le Mans
Le Mans tem usado a Garage 56 como vitrine para tecnologias que buscam relevância além da corrida. Um projeto a hidrogênio nesse espaço teria menos peso esportivo imediato e mais valor institucional: mostraria a capacidade da categoria de testar alternativas de propulsão em uma prova de 24 horas, sob carga extrema e com grande exposição internacional.
O caminho, porém, depende de etapas que ainda precisam sair do campo da possibilidade. Para transformar a intenção em programa, o ACO teria de apresentar uma estrutura técnica, validar regras específicas de segurança e definir como um protótipo a hidrogênio dividiria a pista com os carros das classes regulares.
Na prática, a fala de Fillon mantém o tema vivo, mas não antecipa uma estreia. O próximo avanço concreto será a apresentação de um projeto formal para a Garage 56, com equipe, tecnologia e prazo de participação em Le Mans.











