terça-feira, junho 16
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Copa do Mundo 2026

Dirigente mexicano perde cargo após gesto racista contra sul-coreana na Copa

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O gesto de puxar os cantos dos olhos foi captado enquanto a sul-coreana Yoon Su-jin gravava vídeo nas arquibancadas do Estádio Akron.
  • A criadora de conteúdo, conhecida como Ino Cat, tem cerca de 2,3 milhões de seguidores no TikTok.
  • O vídeo viralizou e permitiu a identificação do autor, que era presidente do Colégio de Engenheiros de Jalisco.
  • A entidade profissional confirmou a demissão e abriu análise interna sobre a conduta do ex-dirigente.
  • Bernal pediu desculpas públicas no sábado (14), mas a retratação não impediu a repercussão internacional do caso.

Ulises Fernando Bernal Miramontes, então presidente do Colégio de Engenheiros de Geomática e Topografia do Estado de Jalisco, perdeu o cargo depois de ser identificado em um vídeo fazendo um gesto racista contra a influenciadora sul-coreana Yoon Su-jin, conhecida como Ino Cat, durante uma partida da Copa do Mundo de 2026 em Guadalajara, no México.

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O episódio ocorreu no Estádio Akron, na vitória da Coreia do Sul por 2 a 1 sobre a República Tcheca. Nas imagens que circularam nas redes sociais, Bernal aparece puxando os cantos dos olhos enquanto observa a criadora de conteúdo, gesto amplamente reconhecido como ofensa racista contra pessoas asiáticas.

Ino Cat, que reúne cerca de 2,3 milhões de seguidores no TikTok, gravava nas arquibancadas quando foi alvo da atitude. A repercussão do vídeo levou à identificação de Bernal e pressionou a entidade profissional que ele comandava em Jalisco.

Entidade retira Bernal da presidência

O Colégio de Engenheiros de Geomática e Topografia do Estado de Jalisco confirmou o afastamento de Bernal da presidência e informou que avaliaria a conduta do dirigente. A saída transformou um caso inicialmente restrito às arquibancadas em uma consequência profissional direta para o torcedor identificado no vídeo.

Depois da repercussão, Bernal publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. A retratação, porém, não encerrou a reação pública ao episódio, que ganhou alcance internacional por envolver uma influenciadora sul-coreana em um jogo da Copa e um dirigente de uma entidade profissional mexicana.

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Caso expõe pressão contra racismo na Copa

A Copa de 2026 é disputada em três países — México, Estados Unidos e Canadá — e tem jogos em sedes mexicanas como Guadalajara. Em um torneio global, imagens registradas por torcedores e criadores de conteúdo ampliam a cobrança por respostas rápidas a episódios de discriminação.

A Fifa mantém protocolos contra racismo em competições internacionais, mas punições a torcedores individualmente identificados dependem também das autoridades locais, dos organizadores e das instituições às quais essas pessoas estejam vinculadas. Neste caso, a consequência já anunciada foi a perda do cargo de Bernal na entidade de Jalisco.

Não há anúncio público de sanção esportiva adicional relacionada ao episódio. A repercussão, por ora, concentra-se na saída do dirigente, no pedido de desculpas e na pressão para que casos de racismo em estádios da Copa tenham resposta efetiva.