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Deputada estadual pelo PT e primeira presidenta licenciada da APEOESP. Escreve no PIRANOT sobre educacao, direitos sociais e o mundo...

“Um traidor quer ser presidente”

· 4 min de leitura · Atualizado em 11.06.2026

Pontos-chave

  • Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump resultou em tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.
  • Governo americano classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas após tratativas.
  • Monitoramento da Ativa DataLab detectou 78% de postagens contrárias às negociações entre Flávio e Trump.

Nota da Redação: O portal PIRANOT preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de ideias. Ressaltamos, no entanto, que os textos de opinião publicados neste espaço são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, obrigatoriamente, a visão do portal, de seus editores ou parceiros.

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O povo brasileiro está indignado com a traição à pátria perpetrada pelo pré-candidato  da extrema direita à presidência da República. Notícia publicada na coluna da jornalista Mônica Bergam, no jornal Folha de S. Paulo, mostra que o monitoramento de redes sociais realizado pela Ativa DataLab detectou 78% de postagens e comentários contrários ao presidente Donald Trump e ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, após tratativas entre ambos (que envolveram ainda Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo) e que resultaram, até o momento, em taxação de 25% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos, classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e ameaças diretas ao pix.

Começo comentando sobre a classificação de PCC e CV como organizações terroristas. Esse tipo de providência do governo estadunidense em nada contribui para o combate ao crime organizado no Brasil. Trata-se, na verdade, de uma decisão que fornece ao governo Donald Trump pretextos para interferir nos assuntos internos do Brasil e até mesmo tentar uma ação militar direta, sem falar na autorização para que agentes da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) realize operações secretas no nosso território.

O governo do presidente Lula vem combatendo o crime organizado e tomou a iniciativa de propor uma legislação nacional para viabilizar a cooperação direta entre a União, estados e municípios por meio de um sistema nacional de segurança pública. Ocorre que os maiores adversários da PEC da segurança no Congresso Nacional são os partidos de extrema direita que agora aplaudem a ida de Flávio Bolsonaro à Casa Branca e a pirotecnia do governo Trump em torno do PCC e do CV.  Devemos lembrar que a operação contra os agentes financeiros do crime organizado na Faria Lima foi feita pelo governo federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo, praticamente à revelia do governo de Tarcísio de Freitas, que tem e teve em seu governo auxiliares denunciados por ligações com o PCC.

O presidente Lula, como sempre, reagiu de forma altiva à pretensão dos Estados Unidos em interferir no Brasil, afirmando que as armas contrabandeadas para o nosso país vêm dos Estados Unidos e, também, que PCC e CV são terroristas para a sociedade brasileira, para o povo da periferia e não contra os Estados Unidos, como Osama Bin Laden, e com armas americanas.

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Em relação à taxação de 25% sobre produtos brasileiros, o presidente Lula cobrou coerência de Donald Trump, que em reunião de mais de 3 horas, ocorrida em 7 de maio, na Casa Branca, havia acordado o prazo de 30 dias para os dois países realizassem negociações em torno desta e outras questões. A visita de Flávio Bolsonaro atropelou esse processo e submeteu a soberania brasileira aos desejos de um governante estrangeiro.

Na bandeja da traição está o pix, instrumento financeiro criado pelos brasileiros e que vem representando enorme economia nos bolsos da classe trabalhadora. Ao solicitar de Trump esse ataque ao pix, visando desgastar o presidente Lula e obter supostos ganhos eleitorais, Flávio Bolsonaro parece ter obtido exatamente o contrário. O povo brasileiro não perdoará tamanha traição a seus próprios interesses. 

Sabemos que, mais do que a defesa dos bancos, financeiras e empresas de cartão de crédito estadunidenses, Trump quer o controle sobre nossas riquezas naturais, a começar pelos nossos minerais críticos – as chamadas terras raras -, fundamentais ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico. Eventual vitória do bolsonarismo na eleição presidencial e parlamentar, significará a entrega dessas riquezas ao império dos Estados Unidos. Está em nossas mãos impedir que isto ocorra.

Professora Bebel é deputada estadual pelo PT e primeira presidenta licenciada da APEOESP.

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Deputada estadual pelo PT e primeira presidenta licenciada da APEOESP. Escreve no PIRANOT sobre educacao, direitos sociais e o mundo do trabalho.

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