Aliados de Lula passaram a defender que o presidente faça conversas prévias no Senado antes de reenviar Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, para reduzir o risco de nova derrota.
Messias, advogado-geral da União, teve sua indicação derrubada no plenário com 34 votos contrários, depois de aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 16 votos a 11.
Foi a primeira rejeição de um nome ao STF na dinâmica recente do Senado, e a derrota deslocou a disputa do plano jurídico para o plano da negociação política.
Fontes no governo e no Congresso apontam dois caminhos em disputa: parte da base quer insistir no nome de imediato; outra prioriza medir apoio antes de retornar ao plenário para conter novo desgaste institucional.
Sem ato oficial, não há novo rito
Até o momento, não há ato formal da Presidência reenviando a indicação de Messias ao Senado. Sem esse passo, não se abre nova etapa de análise, sabatina e votação.
Se Lula decidir insistir, o próximo passo é político e objetivo: consolidar base, publicar o reenvio e levar a escolha novamente ao crivo do plenário.











