A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) afirmou na terça-feira (2) que não procurou o influenciador Mayk Leão, autor de um vídeo que mostra um suposto ovni em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e que não reconhece o documento atribuído ao órgão e divulgado por ele nas redes sociais.
“Não entrou em contato com Mayk Leão e não reconhece o documento”, informou a Abin, em nota.
A manifestação foi divulgada um dia depois de Leão publicar uma suposta carta com identificação da agência federal, na qual seria convocado a prestar esclarecimentos sobre o avistamento. O vídeo, gravado em 30 de maio, viralizou no fim de semana e passou de 450 mil curtidas, 20 mil comentários e 10 mil compartilhamentos.
O que diz a agência
Na nota, a Abin se restringe a dois pontos: nega o contato com o influenciador e desautoriza o documento que circula nas redes sociais. O uso indevido de identificação institucional federal pode configurar, em tese, crime de falsidade ideológica e uso de símbolo público sem autorização.
A Força Aérea Brasileira, citada na repercussão como possível instância de checagem de objetos aéreos não identificados, não se manifestou publicamente sobre o caso.
Por que o caso ganhou escala nacional
Campo Largo virou assunto de alcance nacional menos pelo conteúdo do vídeo e mais pela atribuição de um documento oficial à Abin. A combinação entre uma agência de inteligência e um relato de ovni encontrou terreno em um debate já sensibilizado pela desclassificação parcial, em 2024, de arquivos do governo federal sobre o Caso Varginha, episódio de 1996 recorrentemente reciclado em discussões do gênero.
Com o desmentido da Abin, a circulação do documento atribuído ao órgão passa a depender de eventual apuração sobre sua autoria. A agência não informou se acionará a Polícia Federal para investigar o uso indevido de sua marca.











