domingo, junho 28
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BTG Nexus aponta alta da rejeição ao senador após crise do Banco Master; quatro de cinco institutos veem disputa indefinida

Lula e Flávio empatam em pesquisa PoderData a 16 meses da eleição

BTG Nexus aponta alta da rejeição ao senador após crise do Banco Master; quatro de cinco institutos veem disputa indefinida

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Divulgada no mesmo dia, a BTG Nexus traz o dado mais relevante da semana: Lula segue à frente e a rejeição a Flávio Bolsonaro cresce após a crise do Banco Master.
  • Já o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, classificou os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União) como "alternativas fracas", reforçando a leitura de que a terceira via não decola.
  • Polarização travada desde março A polarização entre Lula e Flávio se consolidou no início de 2026, quando as curvas de intenção de voto se cruzaram pela primeira vez na série Genial/Quaest.
  • O aumento captado pela BTG Nexus é o primeiro sinal quantificado de que o caso Banco Master contamina a percepção sobre Flávio Bolsonaro.
  • Analistas ouvidos por O Globo atribuíram a oscilação ao impacto pontual de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, divulgado dias antes do campo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico em eventual segundo turno da eleição de 2026, segundo pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta sexta-feira (29). O resultado mantém o quadro de polarização registrado desde março e se soma a um conjunto de levantamentos que apontam disputa indefinida entre os dois pré-candidatos.

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Divulgada no mesmo dia, a BTG Nexus traz o dado mais relevante da semana: Lula segue à frente e a rejeição a Flávio Bolsonaro cresce após a crise do Banco Master. O escândalo financeiro, que já vinha sendo monitorado pelas cúpulas partidárias, agora produz efeito mensurável sobre o teto eleitoral do senador — o limite imposto por eleitores que afirmam não votar nele em nenhuma hipótese.

O empate aparece em quatro dos cinco institutos que mediram a corrida nas últimas semanas. A Genial/Quaest, em 13 de maio, registrou Lula com 39% das intenções no primeiro turno contra 33% de Flávio, diferença que, considerada a margem de 2 pontos percentuais, configura empate no segundo turno. A Atlas, em 29 de abril, encontrou padrão semelhante, com vantagem de 1 ponto para o petista, dentro da margem. A exceção foi o Datafolha de 23 de maio, que mostrou Lula 4 pontos à frente — acima da margem de erro.

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Procurados na ocasião, PT e PL adotaram cautela diante do número do Datafolha e evitaram tratá-lo como tendência consolidada. Analistas ouvidos por O Globo atribuíram a oscilação ao impacto pontual de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, divulgado dias antes do campo.

Polarização travada desde março

A polarização entre Lula e Flávio se consolidou no início de 2026, quando as curvas de intenção de voto se cruzaram pela primeira vez na série Genial/Quaest. A inelegibilidade de Jair Bolsonaro, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, projetou o senador como herdeiro do espólio bolsonarista e esvaziou progressivamente as candidaturas de terceira via, que perderam competitividade ao longo do primeiro semestre.

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No campo oposicionista, o racha se aprofundou. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), endureceu o discurso contra Flávio e sinalizou disputa pela herança política do ex-presidente, movimento que pode afetar a transferência de votos no segundo turno. Já o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, classificou os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União) como “alternativas fracas”, reforçando a leitura de que a terceira via não decola.

Rejeição vira métrica decisiva

O indicador de rejeição é hoje o dado mais observado pelas direções de PT e PL. O aumento captado pela BTG Nexus é o primeiro sinal quantificado de que o caso Banco Master contamina a percepção sobre Flávio Bolsonaro. Quanto maior a rejeição, menor a capacidade de o senador converter eleitores indecisos em votos no confronto direto.

Lula também encontra um teto: levantamento divulgado em 27 de maio mostrou que 59% dos eleitores rejeitam um quarto mandato do petista. O número sugere que, apesar do empate, o presidente não consegue ampliar a base para além do núcleo fiel, o que mantém a corrida aberta e dependente da conjuntura dos próximos meses.

O PT e o PL foram procurados para comentar os dados da PoderData/AYA e da BTG Nexus. Nenhum dos partidos havia se manifestado até a publicação. O espaço segue aberto para resposta.

As próximas rodadas dos institutos devem indicar se o efeito do caso Master sobre a rejeição de Flávio se aprofunda e se a vantagem pontual registrada pelo Datafolha foi anomalia ou início de um movimento mais amplo na disputa de 2026.

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