sábado, 18 de julho de 2026
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Estudo 'Atacama' prevê produção na Argentina a partir do fim de 2027 para concorrer com Toyota SW4 e Haval H9; picape híbrida tem investimento de US$ 580 milhões já confirmado

VW projeta SUV grande com base na nova Amarok, mas não confirma lançamento

Estudo 'Atacama' prevê produção na Argentina a partir do fim de 2027 para concorrer com Toyota SW4 e Haval H9; picape híbrida tem investimento de US$ 580 milhões já confirmado

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Notícia traz atualização factual sobre: Volkswagen prepara SUV da nova Amarok para brigar com SW4 e Haval H9
  • Fontes públicas e dados oficiais foram consultados para checagem.
  • Equipe acompanha desdobramentos para manter a publicação atualizada.

A Volkswagen mantém sob avaliação um utilitário esportivo de grande porte derivado da próxima geração da picape Amarok, apurou o PIRANOT junto a fontes da indústria. O projeto, chamado internamente de Atacama, está sendo desenhado para a fábrica de General Pacheco, na Argentina, e, se aprovado, só chegaria ao mercado brasileiro após o segundo semestre de 2027. A montadora, no entanto, ressalta que o modelo ainda é um estudo e não foi anunciado oficialmente, ao contrário da nova Amarok, cuja estreia como veículo híbrido está confirmada para aquele ano.

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A reportagem não obteve declarações diretas de executivos da companhia sobre o SUV Atacama. Procurada, a Volkswagen do Brasil limitou-se a afirmar que “a nova geração da Amarok é o foco do investimento de US$ 580 milhões na Argentina, e outros produtos estão em avaliação dentro do portfólio futuro”. A ausência de um posicionamento aberto sobre o derivado civil da picape mantém o plano no campo das especulações, embora publicações especializadas como a revista Quatro Rodas tenham revelado detalhes técnicos do projeto no último mês.

O investimento de US$ 580 milhões na unidade de General Pacheco foi anunciado após a Volkswagen confirmar ao governo argentino que a nova Amarok será equipada com motorização híbrida, tecnologia que deve ser compartilhada com o SUV. A arquitetura eletrificada coloca o futuro utilitário em posição de competir diretamente com o Toyota SW4, que terá versão híbrida leve, e com o recém-lançado Haval H9, da chinesa GWM. O H9, cujo lote promocional inicial se esgotou em sete horas em 2025, com preço de R$ 319 mil, elevou a pressão sobre os concorrentes estabelecidos.

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Além do SW4 e do H9, o projeto Atacama também mira a Chevrolet Trailblazer, tradicional participante da categoria de SUVs derivados de picapes médias. Dados de mercado compilados pelo PIRANOT mostram que o segmento movimentou mais de 50 mil unidades em 2025, com o SW4 respondendo por 62% das vendas. A Volkswagen acredita que a força da marca Amarok — que liderou as vendas de picapes médias por três anos consecutivos — pode ser transferida para um SUV de uso familiar, especialmente se o preço for competitivo e a produção local reduzir os custos de importação.

Enquanto o SUV Atacama não sai do papel, a Volkswagen avança em outro projeto de utilitário: o SUV médio Saga, que será produzido em São Bernardo do Campo (SP) para concorrer com Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. A divisão de tarefas entre as fábricas brasileira e argentina visa reposicionar a montadora no mercado de SUVs, onde hoje é coadjuvante frente a rivais japoneses, chineses e norte-americanos. A expectativa do setor é que o Atacama, se confirmado, repita a fórmula da Amarok, combinando robustez com tecnologia híbrida e espaço interno para sete ocupantes.

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Cronograma e cautela

O cronograma preliminar prevê o fim da produção do Taos na Argentina em julho de 2025, abrindo caminho para a adaptação da linha à nova Amarok. O lançamento da picape ocorrerá no segundo semestre de 2027, e, segundo fontes que acompanham as negociações, o SUV Atacama seria apresentado cerca de seis meses depois, como parte do ciclo de investimento. Mesmo assim, a definição final depende da evolução do mercado e da aceitação da Amarok híbrida, o que deixa a decisão para 2026.

A reportagem buscou comentários adicionais da Volkswagen e da GWM, mas não obteve retorno até a publicação. Executivos do setor, que pediram anonimato, afirmam que o projeto é “viável e estratégico”, mas reconhecem que a montadora enfrenta desafios de custos e demanda regional. O PIRANOT continuará acompanhando os desdobramentos do plano Atacama e da escalada competitiva no segmento de SUVs grandes.

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Este conteúdo integra o acervo histórico do PIRANOT sobre a indústria automotiva. Para consultas a matérias anteriores sobre a Volkswagen, acesse a seção Automotivo.


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