sábado, 18 de julho de 2026
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Terapia experimental VERVE-102 atua no gene PCSK9 e mantém efeito por pelo menos 18 meses; tratamento ainda não foi submetido à Anvisa

Edição genética reduz colesterol em até 62% com dose única, mostra estudo

Terapia experimental VERVE-102 atua no gene PCSK9 e mantém efeito por pelo menos 18 meses; tratamento ainda não foi submetido à Anvisa

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A técnica de edição de base altera uma letra do DNA sem romper a dupla hélice.
  • O estudo foi publicado na segunda-feira no New England Journal of Medicine.
  • A hipercolesterolemia familiar heterozigótica afeta 1 em cada 250 pessoas.
  • Estatinas são o tratamento padrão desde a década de 1980 para controlar o colesterol.
  • A condição genética eleva o risco de infarto independentemente de dieta ou estilo de vida.

Após confrontar dados do estudo publicado no New England Journal of Medicine com informações de fontes especializadas em edição genética, uma terapia experimental conseguiu reduzir o colesterol LDL em até 62% com aplicação única. O tratamento, denominado VERVE-102, utiliza tecnologia de edição de base para desativar permanentemente o gene PCSK9 no fígado de pacientes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica — condição genética que eleva drasticamente o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.

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O estudo clínico inicial envolveu 10 pacientes e registrou reduções entre 62% e 69% nos níveis de LDL após a aplicação da terapia. O efeito se mostrou duradouro: os dados indicam manutenção dos resultados por pelo menos 18 meses em um subgrupo de participantes. A técnica emprega a chamada edição de base, que permite alterar uma letra específica do DNA sem romper a dupla hélice — abordagem considerada mais precisa do que as ferramentas de edição genética convencionais.

A proposta parece ficção científica, mas está sendo investigada em humanos com uma terapia experimental voltada a pessoas com hipercolesterolemia familiar heterozigótica ou alto risco de infarto precoce.

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A hipercolesterolemia familiar heterozigótica é uma condição hereditária que afeta aproximadamente 1 em cada 250 pessoas. Quem carrega a alteração genética produz colesterol LDL em níveis elevados desde o nascimento, independentemente de dieta ou estilo de vida. O Protocolo Clínico do Ministério da Saúde, publicado em agosto de 2020, orienta o tratamento com estatinas como primeira opção, mas não menciona terapias de edição genética.


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