A FIFA confirmou que a Copa do Mundo de 2026, de 8 de junho a 19 de julho, usará o sistema de VAR mais avançado da história, com inteligência artificial para detectar impedimentos e bolas que transmitem 500 sinais por segundo.
As mudanças, aprovadas pela International FA Board (IFAB), também ampliam os poderes do árbitro de vídeo. O VAR poderá recomendar revisão em casos de segundo cartão amarelo aplicado de forma incorreta e marcação equivocada de escanteios e tiro de meta.
Impedimento semiautomático com avatares 3D
O sistema de impedimento semiautomático utilizará câmeras de alta precisão e inteligência artificial para gerar avatares tridimensionais dos jogadores em lances duvidosos. A FIFA afirmou em comunicado: “a criação de avatares dos jogadores da Copa, em 3D, com inteligência artificial, para serem usados em lances de impedimento com revisão do sistema de árbitro de vídeo (VAR)”.
A tecnologia já é testada em competições como a Premier League e a Liga dos Campeões. Mas esta será a primeira vez em uma Copa do Mundo que haverá a integração de dados da bola e inteligência artificial para gerar modelos tridimensionais em tempo real.
Bola com sensor e VAR ampliado
As bolas oficiais da Copa, fornecidas pela Adidas, contarão com um sensor de alta frequência integrado, capaz de transmitir 500 dados por segundo. A tecnologia permite determinar com precisão o momento exato do contato com o pé do jogador, auxiliando na detecção de impedimentos e faltas.
O protocolo do árbitro de vídeo também foi ampliado. A IFAB informou em nota: “O VAR poderá recomendar revisão em casos de segundo cartão amarelo aplicado de forma incorreta e marcação equivocada de escanteios e tiro de meta”. A FIFA busca permissão especial da IFAB para expandir os poderes do VAR já na Copa de 2026.
Impacto no futebol brasileiro
O Brasil também se prepara para adotar o impedimento semiautomático a partir de 2026, segundo a CBF. A tecnologia, já utilizada na Premier League, chega ao futebol nacional como parte de um processo de modernização da arbitragem. A expectativa é que as inovações testadas na Copa do Mundo sirvam de referência para campeonatos locais.
Além das mudanças no VAR, a IFAB também aprovou novas regras para reduzir a cera, como o limite de 10 segundos para substituições. A medida busca tornar o jogo mais dinâmico e evitar perda de tempo.
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