sábado, 18 de julho de 2026
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Fenômeno atrai turistas a cenários como Notting Hill e Verona, mas falta mensuração no país

Turismo de filmes românticos impulsiona destinos internacionais, mas Brasil carece de dados sobre impacto econômico

Fenômeno atrai turistas a cenários como Notting Hill e Verona, mas falta mensuração no país

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Sete destinos internacionais são palco de experiências românticas inspiradas em filmes, mas sem dados econômicos concretos.
  • Ilhabela (SP) foi eleita cidade mais romântica do Brasil por hóspedes do Airbnb, mas não há conexão com produções cinematográficas.
  • Turismo cinematográfico gera impacto econômico, segundo fontes, mas Brasil carece de mensuração para orientar investimentos.
  • Estudo da Uninove aponta que o audiovisual atua como difusor da imagem turística de localidades.

Sete destinos internacionais de filmes românticos atraem turistas em busca de experiências inspiradas nas telas. No entanto, o Brasil, que tem Ilhabela (SP) como cidade mais romântica do país, segundo o Airbnb, ainda não quantifica o impacto econômico desse fenômeno. A lista inclui locais como Notting Hill (Londres), Verona (Itália), Paris (França), Oahu (Havaí), Nova York (EUA), Roma (Itália) e Tóquio (Japão), cada um oferecendo roteiros que vão de livrarias de filmes a passeios de Vespa.

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O turismo cinematográfico é definido como a influência de filmes, séries e publicidade na escolha de destinos turísticos. Conforme a plataforma Cultura e Mercado, a representação das cidades nas telas “tem um impacto econômico significativo no turismo e no fortalecimento da promoção cultural das regiões”. O BlaBlaCar também destaca que o fenômeno “tem gerado não apenas uma nova forma de entretenimento, mas também um retorno econômico considerável nas comunidades locais”.

Apesar das afirmações, não há dados concretos sobre o quanto esses destinos arrecadam com o turismo cinematográfico, nem sobre custos médios de viagem ou origem dos visitantes. O levantamento que listou os sete locais não apresenta números específicos, o que limita a avaliação do real peso econômico da prática.

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Ilhabela é destaque romântico nacional, mas falta conexão com cinema

No Brasil, o município de Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, foi eleito a cidade mais romântica do país por hóspedes do Airbnb, conforme levantamento da plataforma. No entanto, não há registros de que a cidade tenha sido cenário de filmes românticos de grande repercussão que impulsionem o turismo cinematográfico local. Apesar disso, o potencial existe: destinos brasileiros como a própria Ilhabela e outras locações de novelas e filmes nacionais já atraem visitantes, mas sem dados consolidados.

“Ainda que não se possa aferir o impacto direto desses números no fomento do turismo cinematográfico no Brasil, esse dado pode revelar um primeiro aspecto da simbiose entre turismo e audiovisual: as produções audiovisuais como difusoras da imagem turística de uma determinada localidade”, afirmou a Uninove, em estudo sobre o tema. A falta de mensuração impede que governos e empresas invistam de forma estratégica.

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Experiências internacionais viram atração turística consolidada

Os destinos internacionais já transformaram cenas de filmes em produtos turísticos. Em Notting Hill, a livraria que aparece no filme homônimo é ponto obrigatório. Em Verona, a Casa di Giulietta recebe cartas de amor. Paris oferece caminhadas pelo Sena, e Nova York mantém o rinque de patinação do Central Park. Roma atrai turistas de Vespa, e Tóquio explora seus arranha-céus iluminados. O bairro londrino também é conhecido pela movimentada feira Portobello Market, na Portobello Road, que atrai multidões.

Essas experiências geram receita para comércio local, hospedagem e transporte, mas sem números oficiais de quanto do fluxo turístico é diretamente atribuível aos filmes. O turismo cinematográfico segue mais como fenômeno qualitativo do que como indicador econômico mensurável no Brasil.

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Dados são necessários para transformar potencial em investimento

A ausência de dados sobre o impacto financeiro do turismo cinematográfico no Brasil dificulta a criação de políticas públicas e parcerias com produtoras. Enquanto países como Inglaterra e Itália já utilizam comissões de cinema para atrair produções e medir retorno, o Brasil ainda engatinha nesse campo. A Spcine, por exemplo, tem estudos sobre essas estruturas, mas a aplicação prática no turismo romântico ainda é incipiente.

Para que cidades como Ilhabela possam se beneficiar do turismo de tela, será necessário investir em levantamentos que relacionem locações a fluxo de visitantes e gastos. Enquanto isso, os sete destinos internacionais seguem como referência para quem busca viver um amor de cinema, embora o retorno financeiro direto nem sempre seja claro.

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Perguntas frequentes

Quais são os sete destinos de filmes românticos mencionados?

Notting Hill (Londres), Verona (Itália), Paris (França), Oahu (Havaí), Nova York (EUA), Roma (Itália) e Tóquio (Japão). Cada um oferece experiências como visitar a livraria do filme ou andar de Vespa.

O Brasil tem algum destino romântico ligado a filmes?

Ilhabela (SP) foi eleita a cidade mais romântica do Brasil por hóspedes do Airbnb, mas não há registros de que tenha sido cenário de filmes românticos de grande repercussão. O potencial existe, mas falta dados sobre turismo cinematográfico.


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