sábado, 18 de julho de 2026
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Investigação do MP-SP mira pagamentos sem licitação e sem autorização da Polícia Federal a empresa criada por gerente operacional do próprio clube

MP apura pagamento de R$ 676,6 mil do Corinthians a empresa de segurança de funcionário sem contrato

Investigação do MP-SP mira pagamentos sem licitação e sem autorização da Polícia Federal a empresa criada por gerente operacional do próprio clube

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • MP-SP apura repasse de R$ 676,6 mil do Corinthians a empresa de segurança sem contrato formal.
  • Empresa pertence a Fernando José da Silva, gerente operacional do clube no CT Joaquim Grava.
  • Pagamentos ocorreram sem autorização da Polícia Federal, exigida por lei para segurança privada.
  • Presidente Osmar Stábile admitiu erro e afirmou que clube colabora com as investigações.

O Ministério Público de São Paulo instaurou investigação para apurar o repasse de R$ 676,6 mil do Corinthians a uma empresa de segurança pertencente a um funcionário do próprio clube. Os pagamentos, realizados entre setembro e outubro de 2025, ocorreram sem contrato formal e sem a autorização exigida pela Polícia Federal.

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A empresa Mega Assessoria Operacional Ltda. foi constituída em 2023 por Fernando José da Silva, que à época dos repasses ocupava o cargo de gerente operacional do clube social do Corinthians. Atualmente, ele exerce a mesma função no CT Joaquim Grava, centro de treinamento da equipe profissional.

A legislação brasileira determina que empresas de segurança privada obtenham registro e autorização da Polícia Federal para operar. O Corinthians não submeteu o caso à análise do órgão federal, etapa obrigatória para a terceirização desse tipo de serviço, segundo a apuração do MP-SP.

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Investigação criminal foi instaurada pelo MP-SP

O procedimento investigatório do Ministério Público foi aberto após representação que apontou a ausência de documentação comprobatória da regularidade da prestação de serviço. A apuração mira a terceirização irregular de uma atividade que, por lei, demanda fiscalização do órgão federal competente.

O material reunido pelo MP indica que os valores foram liberados sem a devida formalização contratual, o que pode configurar violação de normas administrativas e estatutárias da agremiação. A investigação também questiona a lisura do repasse, já que a empresa foi criada por um profissional com vínculo empregatício no clube no momento da contratação.

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O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, reconheceu publicamente a falha. “Houve uma falha. Erramos ao não formalizar o contrato”, declarou o dirigente nesta quarta-feira (13), em sua primeira manifestação após a revelação do caso. Stábile afirmou ainda que o clube colabora integralmente com as autoridades.

Empresa de segurança pertence a gerente operacional do clube

O MP-SP identificou que a Mega Assessoria Operacional está em nome de Fernando José da Silva. À época dos pagamentos, ele era gerente operacional do clube social, cargo de confiança na estrutura administrativa do Corinthians. A empresa foi constituída por ele em 2023. Os repasses investigados, no entanto, ocorreram em 2025.

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Segundo a investigação, a contratação ocorreu sem licitação e sem contrato formal. Os pagamentos totalizaram R$ 676,6 mil em 2025, sem que houvesse a chancela da Polícia Federal para serviços de segurança privada. A legislação obriga que empresas do setor obtenham autorização da PF, exigência que não foi cumprida.

Fernando José da Silva permanece nos quadros do clube. Atualmente, exerce a função de gerente operacional no CT Joaquim Grava, onde treina a equipe profissional. A proximidade entre o cargo ocupado e a empresa contratada é um dos pontos centrais da apuração do Ministério Público.

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Stábile admite erro e expõe fragilidade nos controles internos

A contratação ocorreu sob a gestão de Osmar Stábile, que assumiu o comando do Corinthians em 2024. O caso expôs fragilidades nos controles internos do clube, justamente em um período de reestruturação financeira da agremiação.

O dirigente admitiu que a diretoria cometeu um erro ao não formalizar o vínculo contratual. A declaração foi a primeira manifestação pública de Stábile após a revelação da apuração do MP, que investiga possíveis irregularidades na terceirização do serviço de segurança.

A empresa operou sem a chancela da Polícia Federal, conforme exige a legislação para o setor. O caso levanta questionamentos sobre a governança do clube e a transparência na destinação de recursos em um momento de contenção de gastos.

Perguntas frequentes

Por que o MP está investigando o Corinthians?

O Ministério Público de São Paulo apura o repasse de R$ 676,6 mil a uma empresa de segurança que pertence a um funcionário do clube. Os pagamentos foram feitos sem contrato formal e sem a autorização da Polícia Federal, exigida por lei para empresas de segurança privada.

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Quem é o dono da empresa de segurança contratada pelo Corinthians?

A empresa Mega Assessoria Operacional Ltda. pertence a Fernando José da Silva, que na época dos pagamentos era gerente operacional do clube social do Corinthians. Atualmente, ele exerce a mesma função no CT Joaquim Grava.

O que o presidente do Corinthians disse sobre a investigação?

O presidente Osmar Stábile reconheceu publicamente que houve falha na contratação. “Erramos ao não formalizar o contrato”, declarou o dirigente, afirmando que o clube colabora integralmente com as autoridades na apuração do caso.


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