sábado, 18 de julho de 2026
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Tecnologia analisa volumes massivos de dados em tempo real para personalizar serviços, mas levanta alertas sobre privacidade e vieses

Big Data: como a tecnologia molda a rotina digital e avança na medicina personalizada

Tecnologia analisa volumes massivos de dados em tempo real para personalizar serviços, mas levanta alertas sobre privacidade e vieses

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Big Data processa dados em volume, velocidade e variedade para gerar personalização.
  • A tecnologia está presente em streaming, trânsito, comércio eletrônico e saúde.
  • A LGPD regulamenta o uso de dados pessoais no Brasil desde 2020.
  • Tratamentos médicos personalizados com análise de dados já são realidade.
  • Riscos à privacidade e vieses algorítmicos exigem atenção do cidadão e regulação contínua.

A playlist que o Spotify sugere de manhã, a rota que o Waze calcula para evitar o trânsito e o desconto que o e-commerce oferece antes de você fechar a compra têm uma origem comum: o Big Data. A tecnologia, que analisa quantidades imensas de dados em alta velocidade, já está entranhada na rotina digital dos brasileiros — e avança na medicina com tratamentos personalizados e monitoramento por wearables.

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O conceito remete aos três Vs: volume (petabytes de informação), velocidade (processamento em tempo real) e variedade (textos, imagens, localização). Para o cidadão, o resultado é uma experiência cada vez mais sob medida. Plataformas como Netflix usam o histórico de pausas e visualizações para recomendar filmes. Aplicativos de trânsito cruzam dados de milhares de motoristas para sugerir caminhos.

Esse uso intensivo de dados pessoais, porém, trouxe a privacidade para o centro do debate. Desde 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para coleta e tratamento de informações no Brasil, com multas que podem chegar a 2% do faturamento da empresa infratora. Conforme o Serpro, a LGPD confere ao cidadão o direito de saber quais informações são coletadas e para quais finalidades.

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Avanços na medicina personalizada e dilemas éticos

Na saúde, a tecnologia começa a mudar diagnósticos. Empresas de telemedicina, como a Morsch, já utilizam big data para cruzar dados genéticos e de estilo de vida na personalização de tratamentos. Enquanto isso, wearables monitoram continuamente sinais vitais. A abordagem permite, por exemplo, ajustar medicamentos conforme variações individuais, aumentando a eficácia.

Apesar dos benefícios, há riscos. A concentração de informações pessoais pode levar a vieses algorítmicos e discriminação, alertam especialistas. A União Europeia discute a regulação da inteligência artificial, tema que ecoa no Brasil com a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, lançada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em 2021.

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Para o dia a dia, a recomendação é que o usuário verifique as permissões de aplicativos e consulte as políticas de privacidade, já que a transparência é obrigatória pela LGPD. “O cidadão precisa se empoderar e cobrar das empresas o cumprimento da lei”, reforça o Serpro.


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