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Banco elevou projeção de 3,8% para 5,2%, superando teto da meta de 4,5% e podendo exigir nova carta aberta do Banco Central

Atualização: Com guerra e risco de seca, Itaú projeta inflação acima de 5% em 2026

Banco elevou projeção de 3,8% para 5,2%, superando teto da meta de 4,5% e podendo exigir nova carta aberta do Banco Central

· 5 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Itaú elevou projeção do IPCA de 2026 de 3,8% para 5,2%, acima do teto de 4,5%.
  • Defasagem de combustíveis chega a 85% no diesel e 49% na gasolina, segundo CBIE.
  • El Niño severo pode reduzir safras e pressionar preços de alimentos.
  • BC pode ser obrigado a publicar nova carta aberta se inflação ficar acima do teto por seis meses.
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O que já sabemos

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  • Itaú elevou projeção do IPCA de 2026 de 3,8% para 5,2%, acima do teto de 4,5%.
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  • Defasagem de combustíveis chega a 85% no diesel e 49% na gasolina, segundo CBIE.
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  • El Niño severo pode reduzir safras e pressionar preços de alimentos.
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  • BC pode ser obrigado a publicar nova carta aberta se inflação ficar acima do teto por seis meses.
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O Itaú Unibanco revisou sua projeção para a inflação de 2026 de 3,8% para 5,2%, rompendo o teto da meta de 4,5%. O dado acendeu o alerta para o mecanismo de carta aberta do Banco Central, que pode ser acionado caso o IPCA fique acima do limite por seis meses consecutivos.

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A revisão reflete uma combinação de choques externos e domésticos: a escalada do conflito no Irã, a defasagem acumulada nos preços dos combustíveis e o risco de um El Niño severo. Dados do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) indicam que o diesel está 85% abaixo do preço de paridade internacional, e a gasolina, 49%. A Petrobras mantém os preços congelados desde o ano passado.

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Caso a inflação se mantenha acima do teto por seis meses, o Banco Central será obrigado a publicar uma carta aberta explicando o descumprimento da meta. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia encaminhado uma carta em 2025 atribuindo a alta a fatores temporários. Agora, a pressão se renova.

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Projeção do Itaú e impacto na Selic

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O Itaú Unibanco elevou sua projeção para o IPCA de 2026 de 3,8% para 5,2%, superando o teto da meta de 4,5%. A revisão, divulgada em relatório do banco, reflete a combinação de choques externos e domésticos: a escalada do conflito no Irã, a defasagem acumulada nos preços dos combustíveis e o risco de um El Niño severo.

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“A combinação de guerra no Oriente Médio e incerteza fiscal torna o cenário inflacionário particularmente desafiador”, afirmou o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, em nota. Para ele, a Selic deve encerrar o ano em 15,25%, ante previsão anterior de 14,75%.

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O Banco Central já cortou a Selic para 14,5%, mas sinaliza cautela diante das pressões inflacionárias. O cenário é agravado por riscos fiscais e climáticos, como a defasagem dos preços dos combustíveis.

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Guerra no Irã e defasagem de combustíveis pressionam custos

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A escalada do conflito no Irã elevou o preço do petróleo no mercado internacional, agravando a defasagem dos combustíveis no Brasil. Dados do CBIE mostram que o diesel está 85% abaixo do preço de paridade internacional, e a gasolina, 49%. A Petrobras mantém os preços congelados desde o ano passado, mas o repasse futuro, se ocorrer, pode acelerar a inflação.

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“A defasagem recorde aumenta o risco de reajustes, que podem impactar diretamente o IPCA”, afirmou o CBIE em nota. A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegas) também alerta que o atraso nos preços eleva a incerteza sobre os custos de transporte e logística.

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O cenário pressiona a meta de inflação. O Itaú projeta IPCA acima de 5% em 2026, o que acionaria o mecanismo de carta aberta do Banco Central. O BC já publicou carta em 2025 atribuindo o estouro do teto a choques externos e climáticos.

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El Niño ameaça safras e preços dos alimentos

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A previsão de um El Niño severo para o segundo semestre de 2026 acendeu alertas no mercado financeiro. O fenômeno climático pode reduzir a produção agrícola e elevar os preços dos alimentos, um dos componentes mais sensíveis da inflação. O Itaú Asset já incorporou esse risco em sua projeção de IPCA, que ultrapassa 5% no ano, conforme relatório da instituição.

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A pressão sobre os alimentos é monitorada de perto pelo Banco Central, que em abril de 2026 publicou carta aberta justificando o descumprimento da meta de inflação. ‘A inflação de alimentos tem sido impactada por choques climáticos e externos’, afirmou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em documento enviado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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A combinação de guerra comercial e estiagem ameaça encarecer itens básicos da cesta básica, como arroz, feijão e carnes. Para o consumidor, o risco é de novos reajustes nas prateleiras dos supermercados, num momento em que a renda das famílias ainda se recupera.

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Carta aberta do BC: mecanismo acionado novamente?

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A projeção do Itaú de inflação acima de 5% em 2026 reacende o debate sobre o mecanismo de carta aberta do Banco Central. O BC já descumpriu a meta em julho de 2025, quando o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando as razões do estouro. Na ocasião, Galípolo atribuiu a alta a choques de oferta, como preços de alimentos e energia.

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Agora, se o IPCA permanecer acima do teto por seis meses consecutivos, uma nova carta será exigida. A Selic foi cortada para 14,5%, mas o BC sinaliza cautela diante das pressões inflacionárias. O cenário é agravado por riscos fiscais e climáticos, como a defasagem dos preços dos combustíveis — dados do CBIE indicam que o diesel acumula defasagem de 85% em relação ao mercado internacional.

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A combinação de fatores eleva a incerteza sobre o cumprimento da meta de inflação e mantém o mercado atento ao próximo movimento da autoridade monetária.

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