sábado, 18 de julho de 2026
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Após rejeição de sua indicação ao STF, Jorge Messias aponta traição de Jaques Wagner, líder do governo, e agrava crise política.

A rejeição de Jorge Messias ao STF: traição, crise e um governo em chamas

Após rejeição de sua indicação ao STF, Jorge Messias aponta traição de Jaques Wagner, líder do governo, e agrava crise política.

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, na noite de 24 de junho de 2025, não foi apenas uma derrota para o governo Lula. Foi um terremoto político que expôs fissuras na base aliada e deixou um rastro de acusações de traição. Em conversas reservadas com aliados logo após o resultado, Messias foi direto: ‘Fui apunhalado pelas costas pelo próprio líder do governo. O Jaques Wagner me garantiu que tinha os votos, mas me entregou de bandeja para a oposição.’ A fala, confirmada por três fontes que participaram dos diálogos, revela a profundidade da crise que agora consome o Palácio do Planalto.

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A indicação de jorge messias, atual advogado-geral da

A indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, foi costurada pessoalmente por Lula como um movimento para consolidar sua influência no STF, especialmente após a aposentadoria de Rosa Weber. Messias, homem de confiança do presidente, teve seu nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 23 de junho, com 16 votos a favor e 10 contrários, conforme reportado pelo JOTA. No entanto, o placar apertado já acendia alertas. Jaques Wagner, líder do governo no Senado, minimizou os riscos e assegurou a Lula que a indicação seria aprovada no plenário com folga. ‘O Wagner me disse que tínhamos pelo menos 45 votos garantidos. Eu confiei cegamente’, desabafou Messias, segundo interlocutores.

A votação no plenário, contudo, foi um choque. O placar de 42 a 34 contra Messias, divulgado pela Agência Brasil, expôs uma debandada de senadores da base governista. Pelo menos oito parlamentares que haviam se comprometido com Wagner votaram contra ou se ausentaram estrategicamente. O blog da jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense, descreveu a sessão como ‘uma derrota cheia de recados a Lula e ao STF’, destacando que a rejeição foi impulsionada por uma articulação da oposição que explorou insatisfações com o perfil técnico de Messias e seu alinhamento incondicional ao presidente.

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Impacto

A crise desencadeada pela rejeição de Messias vai além da perda de uma cadeira no STF. Ela expôs a fragilidade da liderança de Jaques Wagner e a desarticulação do governo no Senado. ‘O Planalto agora está em chamas. Lula está furioso, e o Wagner está isolado’, afirmou um senador da base aliada que pediu anonimato. Em reunião de emergência no Palácio da Alvorada na manhã seguinte, Lula cobrou explicações de Wagner e do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. ‘O presidente disse que não aceita ser feito de bobo e que quer nomes de quem votou contra’, relatou um participante do encontro.

Enquanto isso, aliados de Messias já articulam uma resposta. A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) defendeu publicamente a demissão de Jaques Wagner da liderança do governo: ‘Não podemos ter um líder que não lidera. A traição foi clara e precisa ter consequências.’ Nos bastidores, o próprio Messias avalia se permanece no cargo de AGU ou se pede exoneração, sentindo-se ‘desmoralizado’, segundo fontes próximas. A oposição, por sua vez, celebra a vitória como um sinal de enfraquecimento de Lula e de rejeição ao que chamam de ‘aparelhamento do Judiciário’. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou: ‘O STF não é quintal do PT. O recado foi dado.’

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A derrota de Messias também reacendeu debates sobre a independência do Senado e a relação com o STF. Analistas políticos apontam que a votação foi influenciada por um sentimento antissistema, amplificado pela insatisfação com decisões recentes da Corte. ‘O Senado mandou um recado claro: não aceitará indicações que não passem pelo crivo da Casa de forma transparente’, avaliou o cientista político Cláudio Couto, da FGV. Para o governo, o desafio agora é conter a crise interna e evitar que a desconfiança se alastre para outras votações cruciais, como a reforma tributária. A pergunta que fica é: quem será o próximo a cair?


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