A General Motors (GM) anunciou nesta segunda-feira (28) a elevação de sua projeção de lucro para 2026, agora estimado entre US$ 13,5 bilhões e US$ 15,5 bilhões — um acréscimo de US$ 500 milhões em relação à faixa anterior de US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões. A revisão veio ancorada no balanço do primeiro trimestre, que superou as expectativas do mercado.
Segundo o balanço oficial divulgado pela companhia, o EBIT (lucro antes de juros e impostos) do primeiro trimestre atingiu US$ 4,3 bilhões, impulsionado pela demanda aquecida por veículos no mercado norte-americano. O resultado superou as projeções de analistas compiladas pela LSEG (London Stock Exchange Group).
O valor adicional de US$ 500 milhões na projeção anual está diretamente vinculado à expectativa de reembolso de tarifas alfandegárias pagas ao governo dos Estados Unidos. A empresa indicou que, caso a compensação não se concretize, sua previsão de lucro poderia retornar ao intervalo anterior.
O peso das tarifas no balanço
As tarifas impostas durante o governo Trump seguem como fator relevante para as contas da montadora. Em projeções anteriores, a GM estimava que as taxas sobre veículos e autopeças poderiam reduzir seu lucro anual em até US$ 5 bilhões. O cenário atual, com expectativa de devolução, reduz parte desse risco.
Analistas do setor automotivo apontam que as tarifas têm potencial de elevar o preço dos veículos novos no mercado americano em até US$ 10 mil por unidade. A confirmação do reembolso depende de processos burocráticos e da aprovação dos órgãos reguladores competentes.
Mercado americano sustenta resultado
A força da economia americana tem sustentado os números da GM mesmo em meio a incertezas comerciais. O mercado doméstico responde por fatia significativa das vendas da montadora, e a manutenção da demanda permitiu que a empresa entregasse resultados acima do consenso no primeiro trimestre.
A revisão para cima da projeção anual sinaliza confiança da diretoria na continuidade desse cenário e nas negociações em curso com Washington para a devolução das tarifas. Investidores monitoram de perto os desdobramentos, que podem estabelecer precedente para outras montadoras com operação nos EUA.











