O botijão de gás de cozinha já ultrapassa R$ 140 em algumas regiões do país, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para conter a alta, o governo federal editou medida provisória que libera R$ 330 milhões em subsídio à importação de GLP.
O crédito extraordinário, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, prevê pagamento direto de R$ 850 por tonelada às importadoras. A medida vale de 1º de abril a 31 de maio, com possibilidade de prorrogação, conforme divulgado pela Agência Brasil.
O Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha que consome, o que expõe o preço interno às oscilações do mercado internacional. A alta do petróleo e a desvalorização cambial pressionam os custos.
O governo federal editou medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha (GLP). O subsídio de R$ 850 por tonelada será pago diretamente às importadoras, compensando a diferença entre o preço internacional e o praticado no mercado interno.
A iniciativa ocorre em meio a sucessivos aumentos no botijão de 13 kg. Dados oficiais indicam que o produto já ultrapassa R$ 140 em algumas regiões, como Ribeirão Preto (SP), onde chegou a R$ 140, segundo levantamento da ANP.
“A medida é temporária e busca proteger as famílias de baixa renda enquanto os preços internacionais não se estabilizam”, afirmou o ministro de Minas e Energia, em nota divulgada pela Agência Brasil.
O preço do gás de cozinha acumula seis altas consecutivas, segundo dados da ANP. Em Ribeirão Preto (SP), o botijão de 13 kg já chega a R$ 140, enquanto em São José do Rio Preto (SP) é vendido a R$ 130, conforme levantamento semanal da agência.
O aumento reflete a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. Apesar do subsídio, o preço médio nacional do GLP subiu 1,5% na última semana, de acordo com a ANP.
O governo espera que o aporte evite novos reajustes e alivie o orçamento das famílias de baixa renda. A medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei definitiva.
O Brasil importa cerca de 20% do gás liquefeito de petróleo (GLP) que consome, expondo o preço do botijão às oscilações do mercado internacional. A Petrobras, que responde por cerca de 80% da produção nacional de GLP, mantém política de preços alinhada ao mercado internacional, mas com ajustes suavizados para evitar choques.
O subsídio integra um pacote mais amplo de contenção de impactos geopolíticos. Em algumas regiões, o valor do botijão supera R$ 140, pressionando o orçamento doméstico. A dependência externa, no entanto, limita a eficácia de medidas domésticas.











