A Xiaomi, gigante chinesa de smartphones, entregou 650 mil veículos elétricos em apenas dois anos — volume equivalente às vendas anuais da Tesla na China, segundo a Folha de S.Paulo e o FYLines. Agora, a empresa fundada por Lei Jun mira o mercado europeu para rivalizar diretamente com Elon Musk.
A fabricante produziu seu primeiro carro em 2024 e, desde então, acelerou a produção com uma linha de montagem altamente automatizada. Mais de 700 robôs operam na fábrica, montando um veículo a cada 76 segundos, conforme o site Click Petróleo e Gás.
A estratégia da Xiaomi inclui integração vertical, com produção própria de componentes e desenvolvimento de um chip de 3 nanômetros. A abordagem aproxima a empresa do modelo de negócios da Tesla e a posiciona no segmento premium, informou o FYLines.
A entrada da Xiaomi no setor automotivo representa uma ameaça direta à hegemonia de Elon Musk na Europa. A velocidade de produção e a capacidade de inovação já chamam a atenção de concorrentes como a Ford. Jim Farley, presidente da Ford, declarou-se impressionado com os modelos chineses, segundo o FYLines.
Avanço relâmpago no setor automotivo
A Xiaomi entrou no mercado de carros elétricos há apenas dois anos, mas já acumula números que rivalizam com os da Tesla. As 650 mil unidades entregues equivalem ao total de carros que a Tesla vendeu na China em 2025, de acordo com dados da Folha de S.Paulo e do FYLines.
O fundador Lei Jun, frequentemente comparado a Steve Jobs, lidera a expansão global da companhia. A meta é conquistar consumidores europeus com modelos elétricos premium de alta aceleração, conforme divulgado pelo FYLines.
Para isso, a Xiaomi aposta em tecnologia embarcada e design arrojado, atributos que a tornaram líder em smartphones. A empresa também utiliza sua rede de vendas e marketing para acelerar a adoção dos veículos, segundo a Folha de S.Paulo.
Disputa direta com Tesla na Europa
A ambição da Xiaomi encontra terreno fértil na Europa, onde a demanda por veículos elétricos cresce e a concorrência com a Tesla se intensifica. A empresa chinesa demonstrou capacidade de produção em escala e agora busca repetir o sucesso chinês no continente, informou a Folha de S.Paulo.
A automação é um diferencial crucial: a linha de montagem opera com mais de 700 robôs e produz um carro a cada 76 segundos, segundo o Click Petróleo e Gás. A integração vertical — que inclui a fabricação própria de componentes e um chip de 3 nm — reduz custos e acelera inovações, colocando a Xiaomi em posição de rivalizar diretamente com a Tesla.
A expansão chinesa no setor automotivo também foi destaque no Salão de Pequim (Auto China), que reuniu mais de 1.400 expositores em 380 mil metros quadrados, de acordo com a UOL/AFP. O evento evidenciou a força das montadoras chinesas, que agora miram o mercado europeu.
Com a produção acelerada e a estratégia de integração vertical, a Xiaomi se consolida como um dos principais concorrentes da Tesla. O mercado europeu será o próximo campo de batalha entre as duas gigantes, e a empresa de Lei Jun está determinada a conquistar seu espaço.











