sábado, 18 de julho de 2026
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Novo protocolo de São Paulo permite detecção rápida de metanol em bebidas adulteradas

· 2 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

São Paulo implementou um novo protocolo para a detecção de metanol em bebidas alcoólicas, em resposta à crescente crise de saúde pública causada por adulteração. O governo estadual apresentou a iniciativa inédita nesta quinta-feira (9), que já está sendo compartilhada com outras unidades da federação.

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Desenvolvido pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), o método inovador permite a obtenção de resultados mais céleres e já foi crucial no diagnóstico de 30 casos. Mesmo antes da emissão de laudos completos, os peritos conseguem identificar a presença de metanol em níveis perigosos para o consumo humano.

O processo analítico compreende quatro etapas. Inicialmente, amostras das garrafas apreendidas são selecionadas para análise. Em seguida, o Núcleo de Documentoscopia examina lacres, selos, embalagens e rótulos, gerando um laudo em menos de 24 horas. A terceira fase envolve o uso de um equipamento portátil pelos peritos do Núcleo de Química para identificar metanol e outras substâncias, permitindo a triagem de bebidas ainda lacradas. Por fim, a cromatografia gasosa é utilizada para separar os componentes químicos, determinando a porcentagem exata de metanol nas amostras. Adicionalmente, são realizados testes para verificar se a bebida é falsificada, independentemente da presença de metanol.

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A perita Karin Kawakami, da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, destacou que o sistema foi aprimorado para acelerar a entrega dos resultados. Segundo ela, apesar de já seguirem um protocolo internacional para identificar tanto o metanol quanto falsificações em bebidas, foi necessário adaptá-lo para atender à crescente demanda no estado e no país.

Até o momento, cinco óbitos foram registrados em São Paulo devido à intoxicação por metanol presente em bebidas alcoólicas contaminadas. Além disso, foram confirmados 23 casos de intoxicação pela substância no estado.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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