Um casal foi preso em flagrante no domingo (26), acusado de matar e ocultar o corpo do próprio filho recém-nascido após um parto doméstico no sábado (25), no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o casal confessou o crime em depoimento e disse que não queria o filho. A investigação está sob responsabilidade da 60ª Delegacia de Polícia, em Campos Elíseos.
O ponto central do caso é a versão atribuída aos pais pela Polícia Civil: o bebê teria nascido com vida e sido asfixiado logo após o parto. O casal foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Parto ocorreu de madrugada; hospital acionou a polícia
A sequência confirmada começa na madrugada de sábado (25), quando a gestante entrou em trabalho de parto e chamou o pai da criança para auxiliá-la. Após o nascimento, o bebê foi asfixiado, de acordo com a versão policial.
A mãe passou mal posteriormente e foi levada por familiares a um hospital local. Profissionais de saúde desconfiaram da ausência do recém-nascido, questionaram a paciente e acionaram a polícia após a revelação de que a criança estava morta na residência.
No domingo (26), o casal foi preso em flagrante após a denúncia feita a partir do atendimento hospitalar. O caso ocorreu em Duque de Caxias, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, e foi encaminhado à 60ª DP, em Campos Elíseos.
Depoimentos apontam versões diferentes sobre o crime
O pai declarou em depoimento que a mãe asfixiou o bebê com uma camisa e apertou seu pescoço para cessar o choro, cabendo a ele apenas colocar o corpo em um saco plástico e escondê-lo nos fundos da casa.
A mãe, por sua vez, declarou que ambos participaram ativamente da execução do homicídio porque não queriam a criança. A Polícia Civil investiga a morte do recém-nascido e a ocultação do cadáver logo após o parto.
Apesar da confissão relatada pela Polícia Civil, o casal deve ser tratado como investigado até o avanço formal do procedimento criminal. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas oficialmente pela Polícia Civil, e não havia registro de manifestação da defesa dos acusados.
Com a autuação em flagrante por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, a 60ª DP conduz o inquérito que vai reunir os depoimentos, a perícia e os demais elementos usados para definir a responsabilização criminal dos investigados.












