A Intel chega ao mercado nesta sexta-feira com prejuízo líquido de US$ 11,03 bilhões no segundo trimestre de 2026, após divulgar o balanço nos Estados Unidos na quinta-feira (23).
A perda cresceu ante o prejuízo líquido de US$ 2,9 bilhões registrado no segundo trimestre de 2025, uma alta de 280,34%, enquanto a receita líquida subiu 25%, para US$ 16,1 bilhões.
O contraste central do balanço está entre o resultado contábil e as métricas ajustadas: a Intel reportou prejuízo por ação GAAP de US$ 2,16, mas também lucro ajustado por ação de US$ 0,42. A diferença ajuda a explicar por que o mercado separa despesas contábeis do desempenho operacional ajustado.
Prejuízo cresce após lucro registrado em 2025
A sequência financeira da Intel mudou em menos de um ano. Em 2025, a companhia registrou lucro líquido no terceiro trimestre. Em 23 de julho de 2026, publicou prejuízo líquido de US$ 11,03 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Entre as divisões de negócio, a receita de laptops e desktops somou US$ 8,88 bilhões no segundo trimestre de 2026. A área de data centers e inteligência artificial registrou US$ 6,26 bilhões no mesmo período.
Lucro ajustado contrapõe perda contábil
O prejuízo líquido de US$ 11,03 bilhões pesa na leitura contábil, mas não encerra a interpretação do trimestre. O lucro ajustado por ação de US$ 0,42 apresenta uma medida operacional diferente do prejuízo GAAP por ação de US$ 2,16.
Com receita maior e perda líquida mais profunda, a Intel entra no segundo semestre de 2026 pressionada a reduzir o prejuízo contábil e sustentar o desempenho ajustado, em um mercado disputado por AMD, Nvidia e fabricantes asiáticos.












