A Honda Racing Corporation anunciou nesta terça-feira (21) a contratação do piloto colombiano David Alonso para a temporada 2027 da MotoGP. O vínculo é de múltiplos anos, mas a montadora japonesa ainda não definiu se o jovem de 20 anos correrá pela equipe oficial de fábrica ou pela satélite LCR.
O movimento é a aposta mais agressiva da Honda para interromper um ciclo de resultados ruins na classe rainha do motociclismo. A marca não vence um campeonato de pilotos desde 2019 e, em 2026, ainda não subiu ao pódio. Alonso chega como a principal promessa das categorias de base: foi campeão da Moto3 em 2024 com recorde de vitórias e atualmente disputa a Moto2.
A indefinição sobre a equipe é o ponto central do anúncio. Em comunicado oficial, a Honda confirmou a assinatura de um “contrato de fábrica de vários anos”, mas informou que a alocação final — no time oficial, ao lado de um piloto a ser confirmado, ou na LCR — será comunicada posteriormente. A lacuna alimenta especulações sobre a reformulação do grid, mas a empresa não deu prazo para a decisão.
Trajetória de Alonso
Nascido na Colômbia, Alonso construiu uma carreira meteórica no Mundial de Motovelocidade. Em 2024, conquistou o título da Moto3 com 14 vitórias em 20 corridas, superando o recorde de triunfos em uma única temporada da categoria de entrada. O desempenho o colocou no radar de todas as fabricantes do grid.
Na Moto2, categoria que disputa desde 2025, Alonso manteve a curva ascendente. Aos 20 anos, já acumula pódios e vitórias, consolidando-se como o piloto mais jovem a vencer nas três classes do mundial — feito que alcançou em 2025. A Honda, que o acompanha desde as categorias de base, acelerou a negociação para garantir o talento antes dos concorrentes.
O que falta definir
Além da equipe, a Honda não revelou valores ou duração exata do contrato. A montadora também não confirmou quem será o companheiro de equipe de Alonso, caso ele vá para o time de fábrica. Atualmente, a HRC conta com pilotos em final de contrato, e a definição do grid de 2027 deve ocorrer nos próximos meses.
A chegada de Alonso se dá em um momento de reestruturação da MotoGP. Em junho, o PIRANOT mostrou que um acordo de cinco anos pode redesenhar o poder e as receitas do campeonato, com impacto direto na distribuição de recursos entre as equipes. A Honda, que perdeu espaço para as marcas europeias, vê em Alonso uma peça central para voltar a competir no topo.











