quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Economia

Exportadores chegam mais preparados à nova tarifa de 25% de Trump, diz Barral

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A sobretaxa de 25% entra em vigor em 22 de julho e atinge máquinas, equipamentos e aço.
  • A CNI estima que 54,1% das exportações para os EUA podem ser afetadas; o governo projeta 21%.
  • Após o tarifaço de 2025, exportadores diversificaram mercados e reduziram a dependência dos EUA.
  • A indústria de transformação é o setor mais exposto, pois os EUA são grande comprador de manufaturados brasileiros.

A nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros encontra o setor exportador em posição menos vulnerável do que no primeiro choque comercial de 2025, avalia Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

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A sobretaxa entra em vigor em 22 de julho e atinge principalmente bens industriais, como máquinas, equipamentos e aço. O ponto de tensão está no tamanho do estrago: a Confederação Nacional da Indústria calcula que 54,1% das exportações brasileiras para os EUA podem ser afetadas, enquanto o governo brasileiro trabalha com uma estimativa de 21% dos embarques.

A distância entre os dois números decorre de critérios diferentes. A leitura da CNI considera um universo mais amplo de produtos sujeitos ao risco tarifário. A conta do governo se concentra nos itens com maior probabilidade de sofrer a cobrança na prática. Em qualquer cenário, a medida pesa sobre uma relação comercial estratégica para a indústria brasileira.

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Empresas reduzem dependência dos EUA

Para Barral, a diferença em relação a 2025 está na reação das empresas. Depois da primeira rodada de tarifas, exportadores passaram a buscar clientes em outros mercados e chegaram à nova fase com carteiras mais diversificadas. Essa mudança não elimina perdas, mas reduz a dependência de um único destino e dá mais margem de manobra ao setor privado.

O efeito é especialmente relevante para a indústria de transformação, mais exposta ao mercado americano do que setores ligados a commodities. Máquinas, equipamentos e produtos siderúrgicos tendem a sentir a tarifa de forma mais direta porque competem em contratos de maior valor agregado e com cadeias de fornecimento mais rígidas.

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Divergência muda o tamanho da pressão

Se prevalecer a projeção de 54,1% da CNI, mais da metade das vendas brasileiras aos Estados Unidos ficará sob risco de encarecimento. Pela estimativa de 21% do governo, o impacto seria menor, mas ainda concentrado em segmentos industriais sensíveis, com potencial para afetar margens, contratos e decisões de produção.

A tarifa também cria pressão política dos dois lados. No Brasil, empresas cobram uma resposta que preserve competitividade e evite perda de mercado. Nos Estados Unidos, importadores dependentes de insumos brasileiros tentam conter o aumento de custos e mantêm questionamentos contra a medida.

O próximo marco é 22 de julho, quando a cobrança passa a valer. Até lá, exportadores tentam renegociar contratos, redirecionar embarques e medir quanto da tarifa poderá ser absorvido sem romper vendas ao mercado americano.


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