O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), sancionou nesta quarta-feira (9) a lei que autoriza o projeto Praça Onze Maravilha, plano de renovação urbana de R$ 1,7 bilhão para a região central da cidade.
A sanção da Lei Complementar nº 301 permite a demolição do Elevado 31 de Março, que liga o centro à zona sul, e a requalificação de 458 mil metros quadrados no entorno do Sambódromo. O projeto prevê a construção de 37 mil unidades residenciais e a criação da Biblioteca dos Saberes, assinada pelo arquiteto Francis Kéré.
O investimento, a ser executado por meio de parceria público-privada (PPP) ao longo de 20 anos, equivale a 46,96% do orçamento de Piracicaba (SP) para 2026, de R$ 3,62 bilhões. A prefeitura estima que a derrubada do elevado abrirá novas frentes para empreendimentos privados e leiloará 62 terrenos públicos na região.
A sanção se soma a outras mudanças legislativas recentes, como a flexibilização de exigências sanitárias para alimentos familiares, que o PIRANOT noticiou em 8 de julho.
As intervenções previstas
A área de intervenção abrange 458 mil metros quadrados, incluindo a Praça Onze e o entorno do Sambódromo. Além da demolição do Elevado 31 de Março, o plano prevê a requalificação da Marquês de Sapucaí e a implantação de novos espaços de comércio, turismo e lazer.
A Biblioteca dos Saberes, projetada pelo arquiteto burquinense Francis Kéré, será um dos equipamentos culturais do projeto. A prefeitura também planeja leiloar 62 terrenos para estimular a construção privada, com a meta de erguer 37 mil unidades residenciais nos próximos 20 anos.
O que falta definir
Apesar da sanção, a prefeitura ainda não divulgou o cronograma para a demolição do Elevado 31 de Março nem detalhou o plano de trânsito para a ligação entre o centro e a zona sul durante as obras. A administração municipal também não informou quando os leilões dos terrenos serão realizados.
O projeto enfrenta questionamentos jurídicos sobre a venda de terrenos públicos e a concessão urbanística à iniciativa privada. Embora a prefeitura afirme que não haverá desapropriações, especialistas apontam risco de remoções indiretas e gentrificação na região histórica.











