terça-feira, 14 de julho de 2026
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Copa do Mundo 2026

Ronaldo pede a Neymar que não decida agora futuro na seleção após queda

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ronaldo deu a declaração em entrevista à TNT Sports nove dias após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final
  • Neymar, de 34 anos, chegou à Copa sacrificado após quase dois anos afastado por graves lesões
  • O ex-atacante sugeriu que Carlo Ancelotti pode voltar a considerar Neymar como opção para a seleção
  • A eliminação precoce reacendeu o debate sobre renovação do elenco para 2030, quando Neymar terá 38 anos

Ronaldo Fenômeno aconselhou Neymar a não transformar a frustração da eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 em uma decisão definitiva sobre a seleção. O recado veio depois de o camisa 10 indicar, ao deixar o gramado, que sua trajetória com a camisa brasileira poderia ter chegado ao fim.

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O Brasil caiu nas oitavas de final diante da Noruega, resultado que abriu uma crise esportiva e recolocou Neymar no centro do debate sobre o próximo ciclo. Na saída da partida, o atacante disse “agora acabou”, frase interpretada como sinal de despedida da seleção.

Ronaldo, porém, defendeu que o jogador espere a poeira baixar antes de bater o martelo. “Não decida nada agora”, afirmou o ex-atacante, ao comentar a possível aposentadoria de Neymar da seleção. Para o pentacampeão, a decisão tomada no calor de uma eliminação tende a carregar mais dor do que planejamento.

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Recado mira o peso emocional da eliminação

A fala de Ronaldo também dialoga com a forma como Neymar chegou ao Mundial. O atacante teve a participação administrada por Carlo Ancelotti ao longo da competição: antes da estreia, o técnico projetava usá-lo a partir do primeiro ou do segundo jogo; depois, alternou preservação e minutos decisivos até liberá-lo para atuar contra a Noruega.

Esse contexto ajuda a explicar a cautela no conselho. Neymar não viveu a Copa apenas como líder técnico da seleção, mas como jogador em retorno, submetido a controle físico e cobrança pública. A eliminação precoce aumentou a pressão por renovação e ampliou a discussão sobre o espaço que ele ainda pode ocupar no grupo.

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Seleção já olha para o ciclo de 2030

O futuro de Neymar pesa diretamente no planejamento da CBF para o ciclo de 2030. Durante a Copa, Ancelotti já havia aberto espaço para uma transição gradual, com nomes mais jovens ganhando minutos e disputa por posição no ataque. A permanência ou a saída do camisa 10 muda o desenho desse processo.

Por ora, a decisão segue nas mãos de Neymar. Se mantiver a sinalização feita após a queda para a Noruega, a seleção terá de acelerar a sucessão de seu principal nome da última década. Se recuar, Ancelotti precisará definir em que papel o atacante entra no próximo ciclo: protagonista, opção de elenco ou referência em uma transição mais lenta.


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