A 12ª Vara Cível Federal de São Paulo suspendeu nesta segunda-feira (13) a entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo, após recurso apresentado pelo Flamengo. O troféu permanece sob custódia da Caixa Econômica Federal, sem data para ser retirado.
A decisão reacende uma das disputas mais longevas do futebol brasileiro, que envolve a posse do troféu simbólico do Campeonato Brasileiro de 1987. O caso agora será analisado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, que terá a palavra final sobre o destino da taça.
Em nota oficial, o Flamengo informou que a decisão anterior, que determinava a entrega ao São Paulo, foi reconsiderada. O clube afirmou que a 12ª Vara reconheceu a competência da Justiça fluminense para julgar o mérito da disputa. O São Paulo ainda não se manifestou publicamente sobre a nova decisão.
Criação em 1975 e devolução em 2012
A Taça das Bolinhas foi criada em 1975 pela então Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para premiar o primeiro clube a conquistar o Campeonato Brasileiro cinco vezes, de forma alternada, ou três vezes consecutivas. O São Paulo recebeu o troféu em 2011, mas foi obrigado a devolvê-lo à Caixa em 2012, após o Flamengo questionar na Justiça o direito de posse.
A controvérsia remonta ao Campeonato Brasileiro de 1987, cuja unificação e homologação do título são alvo de debate jurídico e histórico. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o Flamengo como campeão daquele ano, mas a decisão não tratou da posse física da Taça das Bolinhas, que segue em disputa.
A disputa se soma a outras batalhas judiciais do clube carioca. Em junho, o PIRANOT revelou que o Flamengo cobrava R$ 42,7 milhões do Zenit, da Rússia, em outra ação na Justiça.
Próximos passos
Com a decisão, o processo será remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro, que deverá analisar o mérito da posse definitiva. Ainda não há prazo para o julgamento. Enquanto isso, a Taça das Bolinhas segue guardada nos cofres da Caixa, sem previsão de entrega a qualquer dos clubes.
A indefinição mantém o troféu trancado há mais de uma década, e a nova etapa judicial não tem data para começar.











