A Copa do Mundo de 2026 registra a menor taxa de conversão de pênaltis em 60 anos, com apenas 65% das cobranças convertidas, segundo levantamento da Opta Analyst. O desempenho contrasta com os recordes individuais de Harry Kane, maior artilheiro de pênaltis em Copas, e Lionel Messi, agora artilheiro histórico isolado do torneio.
Até as quartas de final, 21 das 60 penalidades cobradas — incluindo tempo normal, prorrogação e disputas — foram desperdiçadas. O índice é o mais baixo desde que a Opta passou a compilar dados detalhados, em 1966, superando os 67% de 2022 e os 68% de 2006.
A aparente contradição entre recordes individuais e ineficiência coletiva se explica pelo volume de pênaltis marcados na edição. Com o uso do VAR e critérios de arbitragem mais rigorosos para faltas na área, a Copa de 2026 já superou a média histórica de penalidades por jogo, ampliando as oportunidades — e os erros.
Entre os desperdícios, estão cobranças de astros como Kylian Mbappé, que parou no goleiro marroquino Bounou nas quartas de final, e Lionel Messi, que também perdeu uma penalidade na fase de grupos, conforme relata a imprensa internacional. O brasileiro Bruno Guimarães entrou para a lista ao errar contra o Uruguai. A pressão das decisões também afeta a ordem dos batedores: Vini Jr. revelou que o técnico Carlo Ancelotti o colocou como sexto cobrador na seleção brasileira, reflexo da cautela com o momento.
Queda histórica na eficiência
Os dados da Opta mostram que a taxa de conversão de pênaltis em Copas do Mundo vem caindo desde 2014. A edição de 2026, com 65%, é a pior da série histórica iniciada em 1966, seguida por 2022 (67%), 2006 (68%), 2010 (70%) e 2002 (70%). Em 1966 e 1970, todos os pênaltis marcados foram convertidos — eram apenas 13 no total, um número muito inferior aos 60 já registrados neste Mundial.
O aumento no número de penalidades é um fator-chave. A Copa de 2026 já teve mais pênaltis assinalados do que qualquer edição anterior até as quartas de final, segundo a Opta. Com mais cobranças, a probabilidade de erros cresce, e os goleiros, mais estudados e preparados, elevam o número de defesas.
O que esperar das semifinais
Com quatro jogos restantes (duas semifinais, disputa de terceiro lugar e final), a tendência é que o número total de pênaltis bata o recorde histórico da competição. Se a taxa de conversão se mantiver, a Copa de 2026 consolidará a marca de menor eficiência em seis décadas, mesmo que novos recordes individuais possam surgir.
A FIFA não divulga estatísticas oficiais de conversão de pênaltis em tempo real, mas os dados da Opta, utilizados por veículos de imprensa internacionais, são a referência mais atualizada. A entidade deve publicar um relatório completo após o torneio.











