sexta-feira, julho 10
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Economia

ClearSale responde por R$ 2 bi de R$ 2,5 bi em 17 aquisições da Serasa

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A ClearSale, comprada em outubro de 2024, concentra 80% do valor total investido nas 17 aquisições.
  • As outras 16 empresas, incluindo a idwall, somaram cerca de R$ 500 milhões, com média de R$ 30 milhões por negócio.
  • A Serasa mantém apetite por novas compras, mirando setores como prevenção a fraudes, risco de crédito, agronegócio e saúde.
  • O Brasil se tornou o segundo maior mercado global do grupo Experian após o ciclo de aquisições.
  • A estratégia ocorre em meio a uma retração no mercado de crédito, com saída de quase R$ 50 bilhões de fundos em dois meses.

A Serasa Experian investiu quase R$ 2,5 bilhões na aquisição de 17 empresas desde 2020, afirmou Valdemir Bertolo, presidente da companhia, nesta sexta-feira (10). O valor coloca o Brasil como o segundo maior mercado global do grupo Experian.

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Do total, R$ 2 bilhões foram destinados a uma única transação: a compra da ClearSale, especializada em prevenção de fraudes, concluída em outubro de 2024. As outras 16 aquisições somaram cerca de R$ 500 milhões, revelando uma estratégia de concentração em ativos de grande porte para consolidar a liderança em segurança digital.

O movimento ocorre em um momento de retração no mercado de crédito. Investidores retiraram quase R$ 50 bilhões de fundos de crédito privado em dois meses, conforme mostrou o PIRANOT, pressionando empresas que dependem de financiamento. A Serasa, porém, mantém apetite por aquisições, mirando setores como prevenção a fraudes, risco creditício, agronegócio e saúde.

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ClearSale concentra 80% dos recursos

A aquisição da ClearSale, anunciada em outubro de 2024 por R$ 2 bilhões, foi a maior da história da Serasa Experian no Brasil. A empresa é referência em soluções antifraude para e-commerce e serviços financeiros, segmento que ganhou relevância com o avanço das transações digitais.

As demais 16 empresas adquiridas, cujos nomes não foram detalhados, representam um investimento médio de pouco mais de R$ 30 milhões cada. A mais recente delas, a idwall, foi finalizada agora e atua em verificação de identidade digital. O desequilíbrio nos valores indica que a Serasa priorizou uma plataforma robusta de prevenção a fraudes, enquanto complementava o portfólio com aquisições menores em nichos específicos.

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Expansão para além do crédito

Historicamente associada à análise de score de crédito, a Serasa Experian vem diversificando sua atuação. “A tecnologia evolui bastante, estão sempre surgindo novas empresas, então, além da nossa estratégia de desenvolvimento interno, complementamos isso com aquisições”, disse Bertolo. O foco agora inclui inteligência artificial aplicada a pequenas e médias empresas, além de serviços para os setores agro e de saúde.

O Brasil se tornou o segundo mercado mais relevante para o grupo Experian, atrás apenas dos Estados Unidos. A expansão reflete a consolidação do mercado de datatechs no país, impulsionada pela digitalização de serviços financeiros e pela necessidade de ferramentas de análise de risco em um ambiente de juros altos e endividamento recorde.

Próximos passos

Bertolo afirmou que a companhia continua “de olhos e ouvidos abertos a novas oportunidades” e não descarta novas aquisições ainda em 2026. A empresa analisa alvos que vão desde prevenção a fraudes até soluções para o agronegócio, mas não revelou valores ou prazos.

Uma questão em aberto é se a Serasa fará uma nova rodada de compras focada em inteligência artificial para PMEs, segmento que pode ser estratégico diante da retração do crédito. A empresa não detalhou se há negociações em andamento, mas Bertolo indicou que o ecossistema ainda não está completo. A Serasa também não comentou sobre possíveis restrições regulatórias do Cade para futuras concentrações de mercado.


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