O empresário Luiz Eduardo Batalha, de 79 anos, fundador da Azeite Batalha, anunciou o projeto Grand Terroir 31, um complexo turístico-imobiliário de R$ 380 milhões na Campanha Gaúcha. Inspirado na Toscana italiana, o empreendimento prevê produção de vinho e azeite, hotelaria e imóveis de luxo.
O valor foi confirmado pela empresa . No entanto, o cronograma de obras e as licenças ambientais necessárias ainda não foram divulgados. A projeção de vendas do empreendimento supera R$ 1 bilhão, segundo a companhia, mas não há detalhes sobre a estrutura societária ou fontes de financiamento.
O anúncio ocorre em um momento de aquecimento dos investimentos no agronegócio brasileiro. Em junho, o BNDES aprovou R$ 618 milhões para uma usina de etanol de cereais em Minas Gerais, conforme noticiou o PIRANOT. A Campanha Gaúcha, por sua vez, tornou-se um polo de enoturismo e olivicultura, atraindo projetos que integram produção agrícola e mercado imobiliário de alto padrão.
Trajetória de Batalha no agronegócio
Luiz Eduardo Batalha construiu uma carreira diversificada no campo. Nos anos 1990, importou genética Angus dos Estados Unidos, ajudando a popularizar a carne premium no Brasil. Depois, liderou a implantação da primeira operação do Burger King no país. Sua atuação mais recente concentra-se na produção de azeite de oliva, com olivais em Pinheiro Machado (RS), que lhe renderam o apelido de “rei do azeite”.
O Grand Terroir 31 representa a aposta mais ambiciosa do empresário, unindo suas experiências em agronegócio, gastronomia e mercado imobiliário. O projeto prevê a venda de terrenos produtivos e unidades residenciais de luxo, além de estrutura hoteleira e experiências enoturísticas.
Impacto econômico e incertezas
Se concretizado, o empreendimento pode impulsionar a economia da Campanha Gaúcha, gerando empregos diretos e indiretos e valorizando terras na região. A projeção de R$ 1 bilhão em vendas sinaliza um potencial de movimentação financeira significativo para o setor de turismo e construção civil no Rio Grande do Sul.
Contudo, o valor de R$ 380 milhões pode se referir ao VGV (Valor Geral de Vendas) futuro, e não a um desembolso imediato, uma vez que a empresa não detalhou a origem dos recursos. Além disso, a comercialização de lotes sem o devido registro de incorporação (RI) ativo pode configurar infração à Lei 4.591/64. Até o momento, a Azeite Batalha não informou se o projeto possui as aprovações municipais e ambientais exigidas.
Próximos passos
O projeto foi apresentado publicamente em março de 2026, mas desde então não houve atualizações sobre o início das obras ou a obtenção de licenças. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia divulgado cronograma ou parceiros financeiros. O mercado agora aguarda a divulgação de um cronograma e a confirmação de parceiros para avaliar a viabilidade do Grand Terroir 31.











