quarta-feira, julho 8
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Economia

Ferbasa capta R$ 43,8 milhões do BNDES para biorredutor na Bahia

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Contrato foi assinado em 7 de julho após aprovação da diretoria do banco em 29 de junho.
  • Unidade terá capacidade para produzir 20 mil toneladas por ano em Maracás.
  • Projeto usa eucalipto de florestas próprias da companhia no interior baiano.
  • Biorredutor deve substituir insumos fósseis na cadeia de ligas metálicas.
  • Taxa de 7,88% ao ano vale para 80% do crédito ligado ao Fundo Clima.

A Ferbasa capta R$ 43,8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social nesta quarta-feira (8) para implantar uma planta de biorredutor em Maracás, no interior da Bahia.

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O crédito foi aprovado pela diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em 29 de junho e o contrato com a Ferbasa foi assinado em 7 de julho. A nova unidade terá capacidade de produção de 20 mil toneladas por ano.

A operação usa recursos do Fundo Clima, linha federal voltada à descarbonização industrial. A taxa de 7,88% ao ano vale para 80% do financiamento; o custo financeiro da parcela complementar de 20% não foi informado.

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Ferbasa usa florestas próprias no projeto

A fábrica será instalada em Maracás, onde a companhia aproveita o maciço florestal próprio de eucalipto na Bahia. O objetivo industrial é produzir biorredutores para substituir insumos fósseis na cadeia de ligas metálicas.

O projeto se insere na estratégia da Ferbasa de verticalizar a produção e reduzir a pegada de carbono. A empresa atua no segmento de ligas metálicas e usa a base florestal própria como insumo para o novo processo.

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O financiamento também amplia uma sequência recente de operações do BNDES ligadas a investimento produtivo. Em junho, o PIRANOT mostrou que o banco aprovou R$ 618 milhões para uma usina de etanol de cereais da Aroeira em Minas Gerais.

Fundo Clima cobre 80% do crédito

Dos R$ 43,8 milhões contratados, 80% entram pela linha do Fundo Clima, com taxa de 7,88% ao ano. Essa fatia corresponde a cerca de R$ 35 milhões do financiamento.

O prazo total da operação é de 120 meses. O desenho prevê 24 meses de carência e 96 meses de amortização, o que distribui o pagamento por dez anos a partir da contratação.

Para o mercado, o dado central é a combinação entre crédito de longo prazo e produção anual de 20 mil toneladas. O financiamento dá à empresa uma base financeira para ampliar a substituição de insumos fósseis por biorredutores dentro da própria cadeia produtiva.

Para o contribuinte, a operação mostra o uso de uma linha pública direcionada à transição energética. A informação relevante é o limite do subsídio conhecido: a taxa divulgada se aplica à parcela do Fundo Clima, não necessariamente ao financiamento inteiro.

Contrato assinado abre implantação em Maracás

A linha do tempo da operação tem dois marcos. Em 29 de junho, a diretoria do BNDES aprovou o crédito. Em 7 de julho, Ferbasa e banco assinaram o contrato de financiamento.

Com o contrato firmado, o próximo passo é a implantação da unidade em Maracás. O dossiê da operação não traz data de entrega da planta nem detalha as garantias reais oferecidas pela Ferbasa ao banco.


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