terça-feira, julho 7
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Economia

Comissão aprova R$ 12,3 bi em créditos extras para diesel, GLP e desastres

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Aval da comissão é etapa intermediária e ainda não libera os recursos
  • Medidas dependem de votação no plenário do Congresso, sem data definida
  • Maior fatia conhecida vai para subsídio ao diesel, com R$ 10 bilhões
  • Pacote também prevê verba para chuvas em Minas, GLP e famílias afetadas
  • Quatro das oito medidas ainda não tiveram a destinação detalhada

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta terça-feira (7), em Brasília, oito medidas provisórias que abrem R$ 12,3 bilhões em créditos extraordinários para o Orçamento de 2026. O pacote inclui recursos para combustíveis, resposta a desastres e apoio a famílias atingidas por calamidades.

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O aval do colegiado não encerra a tramitação. As medidas ainda precisam passar pelo plenário do Congresso Nacional antes de serem incorporadas de forma definitiva ao Orçamento. A data dessa votação ainda não foi informada.

A maior fatia conhecida está na MP 1.344/2026, que prevê R$ 10 bilhões para o subsídio ao diesel. O valor concentra o principal impacto fiscal do conjunto aprovado pela comissão e recoloca os combustíveis no centro da disputa por espaço no gasto público.

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Pacote combina subsídio a combustíveis e resposta a calamidades

Além do diesel, a MP 1.351/2026 abre R$ 330 milhões para subvenção ao GLP. A medida mira um item sensível para famílias de menor renda, já que o gás de cozinha tem peso direto no orçamento doméstico e costuma pressionar a agenda política quando os preços sobem.

Na frente de desastres, a MP 1.342/2026 reserva R$ 1,3 bilhão para ações relacionadas às chuvas em Minas Gerais. Outra medida, a MP 1.361/2026, destina R$ 75,3 milhões a famílias afetadas por desastres. As demais medidas integram o mesmo pacote de R$ 12,3 bilhões aprovado pela comissão.

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Créditos extraordinários são usados pelo Executivo para despesas urgentes e imprevistas, fora da programação normal do Orçamento. Na prática, o instrumento permite abrir espaço para gastos que o governo considera inadiáveis, como socorro a regiões atingidas por calamidades ou medidas para conter choques de preços.

A votação ocorre enquanto o Orçamento de 2026 ainda tramita no Congresso. A CMO é o colegiado responsável por examinar créditos adicionais e mudanças na destinação de recursos antes da deliberação final dos congressistas.

Despesa extra avança sob pressão fiscal

O avanço dos créditos ocorre em meio à pressão sobre as contas públicas e à disputa por prioridades no Orçamento do próximo ano. Em junho, propostas em discussão no Senado somavam impacto potencial de R$ 232 bilhões, em outro capítulo da negociação entre governo e Congresso por espaço fiscal.

O próximo passo é a votação das medidas provisórias pelo plenário do Congresso Nacional. Só depois dessa etapa os R$ 12,3 bilhões poderão ser tratados como liberação definitiva no Orçamento de 2026.


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