terça-feira, julho 7
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Brasil

CAE do Senado aprova projeto de integração entre resíduos sólidos e energia

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O projeto une a Política Nacional de Resíduos Sólidos à legislação energética, hoje geridas por órgãos separados sem coordenação.
  • O biogás é extraído da decomposição orgânica em aterros, estações de esgoto e instalações do agronegócio.
  • O CDR é obtido do processamento de lixo sólido e já substitui combustíveis fósseis no coprocessamento industrial.
  • O texto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Meio Ambiente antes de chegar ao plenário do Senado.
  • Número do projeto, autoria, relator e data da próxima votação seguem sem divulgação pelo Senado.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) projeto que integra as políticas de resíduos sólidos e de geração de energia, com fomento ao biogás e ao Combustível Derivado de Resíduos (CDR).

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O texto propõe criar um elo regulatório entre dois marcos hoje dissociados — a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a legislação energética — para viabilizar o aproveitamento de resíduos de origem urbana, agroindustrial e de saneamento na geração de energia. O número oficial do projeto e a autoria não foram divulgados pelo Senado até a publicação desta matéria.

Com a aprovação na CAE, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde passará por nova análise antes de eventualmente chegar ao plenário do Senado. O colegiado não informou a data prevista para essa votação nem o nome do relator responsável pela próxima fase.

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Biogás e CDR como eixo da proposta

O biogás e o CDR são os dois combustíveis que estruturam a proposta. O biogás é produzido pela decomposição de matéria orgânica em aterros sanitários, estações de tratamento de esgoto e instalações do agronegócio. O CDR resulta do processamento de resíduos sólidos e é utilizado como substituto de combustíveis fósseis no coprocessamento industrial — prática que o projeto busca ampliar e regulamentar.

Ao enquadrar os dois combustíveis em um único marco legal, o projeto pretende eliminar a fragmentação regulatória que hoje divide as normas de resíduos e energia entre diferentes órgãos do governo federal. A unificação visa facilitar o licenciamento de novos projetos, padronizar a certificação de emissões e estabelecer critérios mais claros para que esses combustíveis integrem a matriz energética brasileira.

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Os setores de saneamento básico, agronegócio e energia renovável são os mais diretamente afetados pela proposta, que incentiva tanto o aproveitamento do biogás quanto o coprocessamento de resíduos. A aprovação na CAE insere o projeto na agenda de descarbonização e transição energética a que o Brasil se comprometeu em acordos internacionais.

CMA define o ritmo da tramitação a partir de agora

A Comissão de Meio Ambiente será a próxima instância a examinar o projeto. A etapa tende a concentrar o debate sobre os impactos ambientais da proposta — dimensão que a CAE, com foco nos aspectos econômicos, não avaliou com o mesmo peso. O Senado não indicou cronograma para essa fase nem divulgou o nome do relator a ser designado para a CMA.

Caso aprovado pela CMA, o texto ainda precisará passar pelo plenário do Senado e, em seguida, pela Câmara dos Deputados — percurso que pode incluir emendas ao conteúdo aprovado na comissão. Nenhuma dessas etapas tem prazo definido publicamente.

O avanço no Senado ocorre enquanto o Congresso acumula movimentos legislativos no campo ambiental: em 1º de julho, o PIRANOT mostrou que a Comissão da Câmara avançou com projeto para retaliar barreiras ambientais impostas por parceiros comerciais do Brasil — sinal de que tanto o Senado quanto a Câmara têm intensificado o debate regulatório ambiental em 2026.


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