A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (7) que a espingarda calibre 12 registrada em nome do ex-presidente está em uma importadora de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A arma havia sido apontada pelo Exército como não localizada no batalhão de Brasília.
A manifestação foi apresentada no processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a entrega à Polícia Federal dos armamentos registrados em nome de Bolsonaro. A ordem fixou prazo de 48 horas para o cumprimento da medida.
O Exército informou na segunda-feira (6) que entregou seis armas à PF, mas disse que duas não estavam sob sua guarda em Brasília: uma pistola Glock e a espingarda calibre 12. Com a nova petição, a defesa sustenta que a espingarda nunca saiu da importadora gaúcha.
A correção desloca o ponto central da discussão: não se trata apenas de uma arma não encontrada no quartel, mas de definir quem tem a custódia real do equipamento e como a decisão de Moraes será cumprida fora de Brasília.
Entrega à PF fica incompleta
A ordem do Supremo alcança dez armamentos registrados em nome de Bolsonaro. Até agora, seis chegaram à Polícia Federal. A pistola Glock segue como item não localizado pelo Exército, enquanto a espingarda passou a ter paradeiro indicado pela defesa no Rio Grande do Sul.
A diferença entre o total de armas alcançadas pela decisão e o número já entregue mantém a execução da ordem sob acompanhamento direto do Supremo. A partir da informação apresentada pela defesa, Moraes deve definir o procedimento para recolher ou formalizar a entrega da espingarda em Caxias do Sul.
A petição não transforma a defesa em alvo de acusação por ocultação da arma. O fato novo é a retificação do endereço da espingarda e a necessidade de o STF ajustar o cumprimento da decisão ao local indicado pelos advogados.
O próximo passo prático é a decisão do relator sobre como a espingarda será incorporada ao cumprimento da ordem judicial. A pistola Glock permanece como a pendência mais sensível entre os itens que o Exército informou não ter localizado em Brasília.











