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Economia

BNDES aprova R$ 267,5 mi para renovar ônibus do Grupo Comporte em SC, DF e SP

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Os ônibus substituirão parte da frota atual nas três regiões, sem prazo de entrega nem distribuição por localidade divulgados pelo banco.
  • A certificação Euro 6 é a mais restritiva em vigor para motores a combustão e impõe limites mais rígidos para NOx e material particulado.
  • Os poluentes controlados pela norma estão associados a doenças respiratórias e são resultado direto da queima de diesel nos motores.
  • No segundo trimestre de 2026, o BNDES também aprovou R$ 618 milhões para a usina de etanol Aroeira, em Minas Gerais.
  • Em junho, o banco liberou ainda R$ 98,3 milhões para a digitalização da fábrica da Primo Tedesco em Caçador, no interior de Santa Catarina.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta segunda-feira (6) financiamento de R$ 267,55 milhões ao Grupo Comporte para a aquisição de 432 ônibus com tecnologia Euro 6 destinados a operar em Santa Catarina, no Distrito Federal e no estado de São Paulo.

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Os veículos serão alocados em linhas operadas pelo grupo nas regiões de Blumenau (SC), do Distrito Federal e da Baixada Santista (SP). Movidos a diesel com certificação Euro 6 — a norma mais restritiva em vigor para motores a combustão —, os ônibus substituirão parte da frota atual nas três regiões. O banco não informou o cronograma de entrega dos 432 veículos nem a distribuição exata entre as três localidades.

O Grupo Comporte é o tomador do crédito junto ao banco federal de fomento. Em junho, o PIRANOT acompanhou outras aprovações de grande porte pelo BNDES: R$ 618 milhões para a usina de etanol da Aroeira, em Minas Gerais, e R$ 98,3 milhões para a Primo Tedesco digitalizar a fábrica em Caçador (SC) — sequência de operações de grande porte aprovadas pelo banco no segundo trimestre de 2026.

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Euro 6 e a aposta no diesel menos poluente para o transporte coletivo

A renovação de frotas urbanas com tecnologia Euro 6 integra os esforços nacionais de redução de emissões no transporte coletivo rodoviário. O padrão impõe limites mais rigorosos do que as versões anteriores para óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado resultantes da queima de diesel — poluentes associados a doenças respiratórias em corredores urbanos de alta densidade.

O BNDES atua historicamente como o principal financiador de infraestrutura de mobilidade urbana no Brasil, apoiando a transição de frotas para veículos com menor emissão. A operação aprovada nesta segunda-feira mantém o motor a diesel — não adota tração elétrica ou híbrida —, mas o padrão Euro 6 representa avanço técnico sobre as gerações anteriores de ônibus em circulação nas três regiões.

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R$ 619 mil por ônibus: o custo médio da operação aprovada pelo BNDES

O financiamento de R$ 267,55 milhões para 432 veículos resulta em custo médio de R$ 619.329 por ônibus. O crédito é destinado integralmente ao Grupo Comporte, conglomerado com operações em transporte coletivo em diferentes estados brasileiros. Detalhes sobre as condições do financiamento constam em reportagem especializada publicada nesta data.

Para os usuários das três regiões, a substituição dos veículos mais antigos por modelos Euro 6 representa menor exposição a partículas e gases da combustão de diesel em corredores urbanos. O impacto na qualidade do serviço — frequência, conforto ou tarifa — não está no escopo do financiamento aprovado e dependerá das condições específicas das concessões locais.

Distribuição da frota entre as três regiões e prazo de entrega sem publicação oficial

O BNDES aprovou o crédito nesta segunda-feira (6), mas não tornou público o prazo para entrega dos veículos nem a divisão dos 432 ônibus entre Blumenau (SC), Distrito Federal e Baixada Santista (SP). Sem esse detalhamento, não é possível identificar quando cada região receberá os novos veículos.

Também permanecem sem confirmação pública as condições específicas do financiamento — taxa de juros, prazo de amortização e linha de crédito utilizada pelo BNDES — e se há contrapartidas dos governos estaduais ou municipais envolvidos na operação.


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