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Economia

PT prevê R$ 126 mi para campanha de Lula e turbina Senado em 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Valor para Lula fica abaixo dos R$ 130 milhões usados na campanha presidencial de 2022.
  • Reserva ao Senado sobe de 2,48% para 10,08% do Fundo Eleitoral petista.
  • Plano ainda não havia sido publicado oficialmente pelo partido até a apuração.
  • Total previsto para campanhas legislativas chega a R$ 326 milhões.

O PT prevê destinar R$ 126 milhões à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 e aumentar de forma expressiva a fatia do Fundo Eleitoral reservada às disputas pelo Senado.

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O valor projetado para Lula fica pouco abaixo dos R$ 130 milhões usados na campanha presidencial de 2022 e se aproxima do limite de R$ 133,4 milhões calculado para uma disputa em dois turnos, sem correção inflacionária. A cifra mantém a corrida presidencial como a maior aposta individual do partido, mas a mudança mais relevante está na distribuição para o Congresso.

Para o Senado, o partido planeja reservar R$ 61,9 milhões, o equivalente a 10,08% de sua parcela do Fundo Eleitoral. Em 2022, essa fatia havia sido de 2,48%. Na prática, o PT multiplica por quatro o peso relativo das candidaturas à Casa dentro de sua estratégia de financiamento.

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Senado ganha peso na estratégia eleitoral do PT

A redistribuição indica que o partido pretende disputar com mais força cadeiras no Senado, onde se votam indicações de autoridades, propostas de emenda à Constituição, pautas fiscais e temas centrais para a governabilidade. Para um eventual novo mandato de Lula, ampliar a bancada na Casa reduziria a dependência de negociações pontuais com partidos de centro e de oposição.

O desenho também reflete a dimensão da eleição de 2026. Além da Presidência, estarão em jogo vagas no Congresso, nos governos estaduais e nas assembleias. No Senado, a disputa costuma ter custo elevado porque envolve campanhas majoritárias em todo o estado, com estrutura de comunicação, viagens e alianças regionais mais amplas.

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O total previsto para campanhas de deputados e senadores chega a R$ 326 milhões. A divisão reforça uma escolha política: preservar uma verba robusta para Lula e, ao mesmo tempo, ampliar o investimento em candidaturas capazes de influenciar a composição do Congresso no próximo mandato presidencial.

Campanha presidencial se aproxima do teto

O orçamento de R$ 126 milhões para Lula representa uma alta em relação à previsão divulgada em junho, quando o valor citado para o primeiro turno era de R$ 105 milhões. Agora, a estimativa considera a campanha completa e encurta a distância em relação ao teto calculado para os dois turnos.

Pelos parâmetros atuais, o limite presidencial sem correção inflacionária soma R$ 133,4 milhões: R$ 88,94 milhões no primeiro turno e R$ 44,44 milhões no segundo. O teto final ainda depende das regras aplicáveis à eleição de 2026, mas os números já mostram que o PT trabalha com uma campanha presidencial próxima do máximo permitido.

O Fundo Eleitoral é composto por dinheiro público e distribuído aos partidos para financiar campanhas. Cabe às legendas definir como repartem sua cota entre candidaturas presidenciais, disputas majoritárias nos estados e chapas proporcionais, observadas as regras da Justiça Eleitoral e os limites de gasto por cargo.

Dinheiro público antecipa disputa por prioridade

A previsão orçamentária ainda não equivale a gasto executado, mas antecipa a disputa interna por recursos e sinaliza onde o PT pretende concentrar força política. A campanha de Lula segue com a maior cifra individual, enquanto o Senado passa a ocupar lugar mais central no planejamento eleitoral do partido.

O próximo marco será a formalização da divisão de recursos e, depois, o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Até lá, os valores funcionam como planejamento partidário: Lula permanece no centro do orçamento, e a corrida por cadeiras no Senado ganha prioridade inédita em relação a 2022.


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