sexta-feira, julho 3
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Política

PDT mira suplência nas chapas de Marina e Tebet ao Senado em São Paulo

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Suplente de senador é registrado na chapa e pode assumir o mandato se o titular se afastar.
  • Marina Silva e Simone Tebet são cotadas para disputar as duas vagas da base lulista em São Paulo.
  • Articulação envolve PT, PSB e Federação PSOL-Rede antes da formalização das chapas majoritárias.
  • PDT vê a primeira suplência como ativo político com influência em Brasília a partir de 2027.

O PDT tenta ocupar a primeira suplência nas chapas de Marina Silva e Simone Tebet ao Senado por São Paulo, em uma negociação que virou ponto sensível na montagem da base lulista no estado. A vaga interessa porque, no Senado, o suplente não é escolhido pelo voto direto do eleitor: ele entra na chapa antes da eleição e assume o mandato se o titular se afastar.

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A movimentação ocorre antes da formalização das candidaturas e envolve duas pré-candidatas com peso nacional. Marina, da Federação PSOL-Rede, e Tebet, do PSB, são tratadas por aliados como nomes ao Senado dentro do arranjo estadual ligado à pré-candidatura de Fernando Haddad, do PT, ao governo paulista, com Márcio França, do PSB, como vice.

Para o PDT, a primeira suplência seria uma forma de participar da chapa majoritária em São Paulo sem lançar uma candidatura própria contra Haddad. O partido, presidido nacionalmente por Carlos Lupi, busca reposicionar sua presença na aliança depois de afastar a hipótese de uma composição alternativa no estado.

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Por que a suplência virou disputa

A suplência de senador tem peso político maior que o de uma vaga reserva em outras disputas. Cada candidato ao Senado registra dois suplentes. Se o titular se licencia, assume um ministério, deixa o mandato ou se afasta por outro motivo, o primeiro suplente passa a ocupar a cadeira.

Por isso, a escolha não é apenas protocolar. Em uma chapa competitiva, a primeira suplência pode virar instrumento de acomodação partidária, de fidelização de aliados e de construção de pontes no Congresso. A vaga também funciona como sinal de força dentro da coalizão: quem indica o suplente ganha lugar na arquitetura política que sustentará a candidatura.

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A pressão não vem apenas do PDT. O PT também se movimenta para ocupar espaços nas chapas de Marina e Tebet, o que cria uma disputa interna entre partidos que, em tese, estarão no mesmo campo eleitoral. O embate expõe a dificuldade de distribuir posições em uma aliança que reúne PT, PSB, Federação PSOL-Rede e legendas interessadas em ampliar influência no Senado.

Marina e Tebet aparecem como apostas fortes em São Paulo

O interesse pelas suplências cresceu porque Marina e Tebet aparecem como nomes competitivos na corrida paulista ao Senado. Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 19 de junho colocou as duas à frente na disputa, cenário que aumentou o valor político das vagas auxiliares.

As duas também carregam capital político próprio. Marina foi ministra do Meio Ambiente e se tornou uma das principais vozes da agenda ambiental. Tebet, ex-ministra do Planejamento e ex-senadora por Mato Grosso do Sul, ganhou projeção nacional na eleição presidencial de 2022 e depois passou a integrar o núcleo de sustentação do governo Lula.

Em São Paulo, a composição tem efeito que vai além da eleição estadual. O estado concentra o maior colégio eleitoral do país e costuma ser decisivo para a disputa presidencial. Uma chapa competitiva ao Senado pode ajudar a organizar palanques, distribuir tempo político entre aliados e reforçar a presença da base governista no Congresso a partir de 2027.

Escolha testa equilíbrio entre aliados

A negociação agora passa pela definição de quem terá prioridade na composição. O PDT busca a primeira suplência, enquanto o PT tenta preservar espaço próprio nas chapas. A decisão final depende das pré-candidatas, das convenções partidárias e do acordo entre as legendas que formarão a coligação.

O ponto central é saber se a vaga ficará com um partido já instalado no núcleo da chapa ou com uma legenda que tenta ampliar sua participação no arranjo paulista. Até aqui, o PDT não anunciou publicamente um nome para a suplência, e Marina e Tebet não formalizaram a composição de suas chapas.

A definição dos suplentes será uma das próximas etapas da montagem da chapa majoritária em São Paulo. O resultado indicará quanto espaço cada aliado terá na campanha e que tipo de maioria a base de Lula pretende construir no Senado na próxima legislatura.


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