Frédéric Vasseur colocou Lewis Hamilton nos planos da Ferrari para 2027 e tentou encerrar, em Silverstone, a especulação sobre o futuro do heptacampeão na equipe. O chefe da escuderia afirmou que o time trabalha para dar ao britânico um carro capaz de vencer, em uma declaração que reforça a continuidade do projeto técnico iniciado após a saída do piloto da Mercedes.
“Estamos construindo um carro campeão”, disse Vasseur ao tratar da permanência de Hamilton. A frase pesa porque vem do responsável esportivo da Ferrari e desloca o debate: menos mercado de pilotos, mais cobrança sobre a capacidade da equipe de transformar a aposta em resultado.
Hamilton assinou com a Ferrari em 2024, depois de encerrar sua longa passagem pela Mercedes, em um acordo multianual cercado desde o início por expectativa e pressão. A adaptação teve turbulência, mas a reação recente — com pódios em 2026 e vitória em Barcelona — deu a Vasseur argumento para defender a continuidade.
Ferrari troca dúvida por estabilidade
A confirmação pública reduz a margem para rumores sobre a vaga de Hamilton em 2027 e fortalece a leitura de que a Ferrari prefere estabilidade a uma nova reorganização interna. Para uma equipe que tenta voltar a brigar pelo topo com regularidade, manter o piloto mais experiente do grid também preserva uma referência técnica no desenvolvimento do carro.
O cenário em Silverstone ajudou Vasseur a sustentar a mensagem. Hamilton liderou o único treino livre do GP da Grã-Bretanha, à frente de Kimi Antonelli e Charles Leclerc. Gabriel Bortoleto terminou a sessão em 12º. Treino livre não decide corrida, mas, no caso da Ferrari, serviu como vitrine para um discurso de recuperação.
A fala de Vasseur não abre os detalhes jurídicos do contrato, como vigência exata, gatilhos de desempenho ou eventuais cláusulas financeiras. O fato esportivo, porém, está posto: a chefia da Ferrari trata Hamilton como parte do carro de 2027, e não como uma solução provisória.
O próximo teste da mensagem vem no próprio GP da Grã-Bretanha. Se Hamilton transformar o ritmo de Silverstone em resultado, a Ferrari ganha munição para vender a permanência como continuidade de um projeto em alta; se não transformar, Vasseur ainda terá de provar na pista que o carro prometido ao britânico pode, de fato, brigar por vitórias.











